É engraçado… a gente pede pro tempo passar… e quando passa fica com essa cara de tacho, sem acreditar no que vê

Estou num daqueles momentos que sempre amei

Passado

Hoje clamo por pseudo-segurança

Figurativos limites

Aquela brincadeira com fim certo

O tempo passa

E com o tempo você aprende que “o pra sempre sempre acaba”

Aprende que não ter limites requer mais responsabilidade do que aprontar e ser castigado

Toma decisões pelo bom senso

Prova seu valor

Mesmo que o saldo seja negativo e o suor em vão

Passa a acreditar no peso das palavras, como consequência inevitável de um destino verbal

Cultiva a alma, cultiva o corpo, cultiva as amizades, o trabalho, o amor

Descobre que ainda há muito a ver e a fazer… mas que só o agora existe

Sente medo

Da solidão, do barulho do carro, do cheiro impregnado de cigarro, da lavanda, dos novos pneus, do mau humor matutino, da imaturidade, do terremoto no Haiti, do fim do mundo, de não ir pro céu

Nem tudo pode ser concertado

Cedo ou tarde o mundo de engole

Medo de entrar em pânico

Medo de nunca mais me sentir daquela maneira

A louça suja na pia, a goteira no quarto, cama de gato na sala, salada na geladeira

O seu dia, dia de tantos

Senter saudades do que jurou não sentir

Deitada na cama vazia a chuva cai

Abafo tudo na esperança que os pesadelos não venham e o dia de amanhã amanheça

Ouvindo Fresno

Insistentemente

Acaba o CD… volta… acaba o CD… volta

Dirigindo

Adorando o transito, o maço de cigarro que se esvazia

Tempo sem fim pra pensar em tudo o que foi e o que é

De novo o tempo

Que passa… passa…

Mas aqui dentro… não creio que passará

Um bloqueio invisível que não consigo destruir

Tento só olhar para frente

Mas a dor e o vazio estão fortes demais

O lamento é quase inevitável

Arrependimento também

Montanha russa em alta velocidade

Batalhas internas

Saudade do seu desejo

Do seu cheiro na cama

Do seu beiço gordo

Saudade da minha felicidade com você

De quando eu não tinha foco e era só sentimento

Agora sinto demais

E chego a me odiar mesmo me amando

Forço a metamorfose

Enfio o dedo na guela pra me livrar da ansiedade

Anseio pelo prazer instantaneo

São tantas estações dentro do mesmo eu

Aos poucos vou sentindo a gentileza que brota do vazio

A perfeição e a calma de se saber que entrei num caminho de uma mão só e essa mão é contra mão

E é no meio desse desespero que encontrarei os melhores frutos

Visto essa máscaro

Rio pra você

Ouço o que me diz

Mesmo que te odeie

Te seduzo

Mordisco

Te levo pra casa

Te conduzo com a minha delicadeza

Será que algum dia terá fim?

A espera… para que os atos tenham resultados

O pior de tudo é escrever

E a angustia não passar

“Sol e Lua entram em harmonia entre os dias 12/09 e 15/09, permitindo a você uma consciência mais crítica acerca das coisas que estão em sua vida, mas que não servem mais. Este é um momento de depuração muito forte, em que o joio é separado do trigo e, deste modo, você pode renovar sua vida, jogando fora o lixo (físico e mental). É um momento de maior recolhimento emocional, e não convém envolver-se em muitas atividades sociais nestes dias. Aproveite para descansar e fazer uma análise honesta daquilo que você pode até gostar, mas que não faz mais sentido prático em sua existência.”

Estranhamente irritada… tento seguir um novo rumo

Ser aquela pessoa que sempre quis…

Um meio termo entre tudo o que não sou e aquela imagem perfeita que continua a me perseguir

Me deu um medo de perder o sal, perder o açúcar… Medo de perder o controle quando chegar a isso

Perdi a terapia… dormi demais… significa alguma coisa?

Não tem como voltar atrás. Não tem como deixar pra depois. Não tem como encarar sofrimento atrás de sofrimento, desilusão atrás de desilusão. Usando esse escudo como desculpa, dizendo que seria diferente se o escudo não existisse.

Vai ser um longo caminho… mas já foi até agora…

Só mais um desafio, que não vou me permitir desistir

Sorria… por favor…

Desiste do mal humor… das coisas que te corroem por dentro

Dos vícios

Das falsas amizades

Que seja novamente… do tamanho dos meus sonhos

Sem pensar no tamanho da montanha… vou, sem olhar pra trás

Pois é, mais um ano se passou

Agora tenho 25 e muitas decisões a tomar

O tempo passou… sempre passa… muito rápido… na velocidade dos nossas anceios

Metendo os pés pelas mãos, me acostumei a jogar o “foda-se” em tudo que não quero encarar

Engraçado, não fiquei melancólica… a caminhada tem sido boa demais… quanto aos frutos, já não sei

Tenho que fazer minha resoluções… mas tenho medo… de não levar a sério… se continuar sendo essa moleca, que gosta é de gozar a vida, sem amanhã, sem consequências

Não vejo crescimento… talvez um pouco de amadurecimento… e é assim que eu gosto… talvez com 40 eu chegue nos 20… mas tenho certeza, que nunca deixarei de sonhar… nunca deixarei de seguir minha vontades…

Mesmo assim… vou refletir… sobre as coisas que quero pra mim… sobre os objetivos que deixo de lado… como aquele carro, aquela dieta, aquela viagem, aquele novo amor… e continuar sendo feliz!

Tomar as rédeas… sempre tomar as rédeas… tornar tudo mais romântico… ter prazer nisso

Ah… o prazer… grande motivador

Acertar o foco

Ser feliz…

Me sinto bem vinda nesse novo ciclo

Sinto que tudo dará certo

Sinto que as coisas se realizarão por si só

Um mundo de possibilidades reais… foi o que sempre quis…

Esse ano… prometo fazer acontecer… meus sonhos se tornarão realidade… pararei de me sabotar

Simples assim

A vida é curta

E tão complexa

Que ainda agora… depois de tantos anos… ainda não compreendo

Nem sei se um dia irei

A maldade, a coragem, a bondade, as fraquezas… tantos sentimentos

Não somente DNAs diferentes, mas dosagens de sentimentos

Tão complexos, tantas inúmeras possibilidades, histórias, encontros, descontros

Será que existe mesmo o acaso?

E caso exista, não seria com um propósito?

Ainda mais a vida, um dom muitas vezes menosprezado.

Como fazer pra que complexos e reflexos não tirem seu brilho?

Por que é tão dificil se libertar?

Qual a origem do medo?

Do que tanto nos escondemos?

Por que o cômodo é tão cômodo?

Por que o ruim é ruim e o bom é bom?

Por que fomos ensinados dessa maneira?

Por que não podemos ser livres?

Por que não podemos amar as pessoas e não a imagem delas?

Por que não podemos nos respeitar?

Caminho por um trilha que me leva à libertação total.

Hoje, quero me livrar de tudo o que me escravisa, de tudo o que é falso, de tudo o que não me dá prazer.

Quero olhar para mim mesma e me enxergar, descobrir quem eu sou, o que quero e pra onde vou.

Dizer adeus a falsas crensas, dizer mais “eu te amo”, ser mais gentil, ser boa comigo mesma.

Nunca deixei de acreditar na evolução resultante de tantos altos e baixos.

Acredito que tenha chegado a um ponto de ruptura.

Quero ter doces sonhos essa noite

Quero tocar a palma da sua mão

Te olhar nos olhos

Te libertar

Bem vindo

A vida é você que decide como fazer

“Now you have to decide what to do with the time that was given to you” Gandalf

Em um minuto você está no topo.

E no próximo te passam uma rasteira, e você fica por baixo.

Não paro pra reclamar, aceito minha parcela de culpa nesse tumulto.

Mas me sinto triste, por sentir em dobro a falta de coragem.

A mesma força que me impede de falar e a que impede que me falem.

Conviver com a culpa não é tão fácil assim.

Fecho meus olhos e fecho a minha mente, a fim de não ser mais atingida.

Talvez se eu ficar quieta, escondida, passe mais rápido.

Não quero confusão, mas também não sei o que quero.

Insatisfeita com muitas coisas me cercam, e também comigo mesma.

Tão viciada na velha forma, no velho estilo, nos velhos vícios… não sei como me libertar.

Tapas na cara, o tempo todo. Eu sei, são somente conseqüência de anos de um coma mental consciente.

Talvez eu deva criar uma lista de desejos impossíveis.

Continuo a contar dias, como se o fim deles fosse a solução tão esperada.

Como se numa determinada manhã fosse acordar com um novo estilo de vida.

Cansada da vida. Cansada das conseqüências.

Cansada… como sempre.

 

“Há uma vitória e uma derrota - a maior e a melhor das vitórias, a mais baixa e a pior das derrotas -, que cada homem conquista ou sofre não pelas mãos dos outros, mas pelas próprias mãos”

Platão – Protágoras in O Ciclo da Auto-Sabotagem

Aos poucos novas faces vão surgindo… e percebo que as novas necessidades são reflexos bons… mostram que o passado já passou

Não existe mais um link, juntando coisa com coisa, ideia com fato

Não sou mais viciada

Esse novo desejo, de coisas novas, gostos novos e uma boa específica… me faz feliz

Engraçado como as coisas mudam

Eu não acreditava em um monte coisas e achava tantas outras ridiculas

Mas hoje pratico os mesmos atos e tenho os mesmos planos

Eu vou jogar

E eu quero que se foda o que vão pensar

Vou desenterrar todas as coisas por baixo desse perfil

Você vai ver que pode muito mais do que imagina

Saindo de uma garra pra entrar em outra…

Assim me acabo

E ainda vou me acabar nesses lábios…

Hoje dei um bolo num cara

Desliguei o telefone e peguei o caminho contrário

Escrevi um foda-se mental… e assumi que não é ele… embora ainda não saiba quem vai ser

Foi bom me libertar… odeio essa pressão… fazer as coisas por obrigação

Hoje, ele me tocou levemente nos cabelos… confesso, me arrepiou

Fiz cara de coitada, depois um piada… e acabei mandando um e-mail para me desculpar

Ele tinha ido me falar alguma coisa… mas não falou… porque eu interrompi…

Estamos nos enrolando… não sei se isso é bom ou ruim

Até ontem eu me julgava incapaz de apaixonar

Tinha quase certeza que meu coração estava bloqueado

Hoje… já não sei…

Vou deixar rolar…

Sem preconceito…

O pior que pode acontecer é eu gostar

Saudades de andar por aqui

Escrever um pouco… lavar um pouco a alma

Minha vida tem sido um emaranhado de acontecimentos

Numa fiel crença de que as consequencias nunca virão

Hoje me sinto ameaçada, refem dos meus próprios atos

Afinal, é errado ter a mente aberta… e o corpo aberto?

É errado provar? É errado não pensar como todo mundo?

Nesses meus caminhos de nômade já não sei o que é ser eu mesma

Há algumas semanas perdi o foco, e percebi que alguns sonhos já não existem

Me contento em dizer que a causa disso tudo é a exaustão e então faço uma contagem regressiva no calendário, esperando a data em que não terei mais desculpas para escolher que caminho seguir

Cansei do agri-doce, das multiplas personalidades

Não tenho mais estímulos… é o que é, o que é?

Não sei

No meio dessa casa bagunçada, ei de encontrar uma forma mais digna de viver… para que palavras ao vento sejam insentivos, não desabafos

Desisti de não ter esperança… agora é mais fácil

Esse é um post feliz, apesar do clima de descarrego

Aguardo a próxima pista… sim, quero estar pronta para continuar

E as coisas continuam bem dificeis, quase insuportáveis de se suportar

Sim, eu sei, pleonasmos

E essa vida em looping, é o que?

Saber que a paz e a felicidade espontâneas não durariam para sempre é o mesmo que respirar

Até a inspiração me foge agora… e principalmente a esperança

Cansei de ser forte e cansei de ser fraca

Cansei de negar impulsos

Cansei de muita coisa… da solidão principalmente

Cansei de ser saudável, de ser legal, meiguinha, bonitinha

Estou tão cansada que nem consigo chorar… e essa é uma das coisas que eu mais quero no momento

E o tempo vai passando, e fica cada vez mais difícil acreditar nas coisas qua antes te traziam esperança

Agora passo os dias desejando que chegue logo um momento em que tudo volte a fazaer sentido

Que eu possa saber realmente o que sou, do que gosto e pra onde vou

Pra que talvez a vida seja um pouco mais fácil e saborosa

Não sei como vai ser daqui pra frente

Achei que o topo da montanha ainda estava longe, mas parece que passei por ele sem perceber

Deixo aqui um pedaço de mim. A parte da minha alma que já não posso suportar. Alguns anseios, alguns medos, algumas vergonhas. Utilizo minha sinceridade e nada mais. Não sou mais uma, mas estou perdida na cidade. Às vezes saio de carro, corro e canto. Às vezes me perco na noite, e nada mais sou do que inominável. Continuarei até que eu me permita sentir algo. Quando sentir for mais que uma dor. Quando a dor não se transformar em prazer. Quando...

Leituras

- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kunder - Eclipse - Stephenie Meyer

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