Ouvindo Fresno
Insistentemente
Acaba o CD… volta… acaba o CD… volta
Dirigindo
Adorando o transito, o maço de cigarro que se esvazia
Tempo sem fim pra pensar em tudo o que foi e o que é
De novo o tempo
Que passa… passa…
Mas aqui dentro… não creio que passará
Um bloqueio invisível que não consigo destruir
Tento só olhar para frente
Mas a dor e o vazio estão fortes demais
O lamento é quase inevitável
Arrependimento também
Montanha russa em alta velocidade
Batalhas internas
Saudade do seu desejo
Do seu cheiro na cama
Do seu beiço gordo
Saudade da minha felicidade com você
De quando eu não tinha foco e era só sentimento
Agora sinto demais
E chego a me odiar mesmo me amando
Forço a metamorfose
Enfio o dedo na guela pra me livrar da ansiedade
Anseio pelo prazer instantaneo
São tantas estações dentro do mesmo eu
Aos poucos vou sentindo a gentileza que brota do vazio
A perfeição e a calma de se saber que entrei num caminho de uma mão só e essa mão é contra mão
E é no meio desse desespero que encontrarei os melhores frutos
Visto essa máscaro
Rio pra você
Ouço o que me diz
Mesmo que te odeie
Te seduzo
Mordisco
Te levo pra casa
Te conduzo com a minha delicadeza
Será que algum dia terá fim?
A espera… para que os atos tenham resultados
O pior de tudo é escrever
E a angustia não passar