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Se eu pudesse parar o tempo, escolheria o momento em que ele disse que eu sempre sei do que ele precisa. Não há prova maior da nossa sintonia, do amor e do cuidado que temos um com o outro.
Hoje, colecionamos tardes de amor, juras, sonhos.
Se eu pudesse manipular o tempo, faria com que o longe dele passasse rápido e o perto bem devagar. Dizem que o tempo passa rápido quando nosso cérebro já tem registro daquela situação, fazendo com que os atos sejam automáticos, a fim de não gastar espaço com experiências duplicadas. Talvez isso signifique que já nos acostumamos um com o outro, e isso é muito bom, pois mostra nossa cumplicidade.
Realmente, este domingo vôou. Mas foi mágico, como todos os outros. Celebração do amor…
Em pensamento, adianto o tempo, e vejo nós dois lá na frente, quando não existirão mais esperas, só eu, ele e os sonhos realizados. É o que me dá forças… saber que cada dia é um dia a menos…
Desculpas aceitas.
É só me dizer palavras doces que me derreto.
E quando ele conta os dias que faltam, com sorriso no rosto, me entrego. Não é necessário nenhum plano, pois já sei o que quero, e sei que ele também quer.
Em dias assim, as horas demoram a passar, cada segundo longe do toque é eterno, e meus pensamentos… são obscenos… Nessas horas, me falta concentração, e vira e mexe arrepios sobem pela espinha… Imagino suas mãos, sua língua, seu gosto… seu gozo…
E ele tem sorte… pois é exatamente na TPM que meu fogo se acende.
Mas eu sei esperar… e mesmo que minhas mãos estejam cedentas pelo toque, eu quero que o toque seja dele…
“Ela falou: Você tem medo!
Ai eu disse: Quem tem medo é você!
Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém”
Ainda é Cedo – Legião Urbana
Há quem diga que o que falamos na hora da raiva não deve ser levado em consideração. O que acredito é que nessas horas botamos pra fora nossa mais sincera opinião.
“Ninguém entende, não me olhe assim
Com esse semblante de bom samaritano
Cumprindo o seu dever
Como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente ou inexistente”
Clarisse – Legião Urbana
E ele aprendeu direitinho comigo a usar as palavras como facas. Fortes, certeiras, cruéis. Expondo um ponto de vista irreal, menosprezando todo meu esforço.
Tudo o que fiz até agora, todo o esforço para que ficassemos bem, não valeu de nada. Minha imagem manchada nunca será recuperada, seja qual for o assunto, situação ou circunstância. Os dias bons não encobrem um ou dois ruins, e o que parece é que eu fiquei com a foto e ele com o negativo, vendo o contrário do que realmente é.
As mesmas acusações voltam pra me assombrar, como se quisessem me fazer acreditar que a errada sou eu, a estranha, a infeliz. E eu me sinto só, porque mais alguém não me quer quando a realidade é um pouco mais dura. Mas eu não sei ser diferente, e nem quero ser, porque todo o esforço é em vão. E além disso, quando se tem alguém, o pacote é completo. Não se pode escolher só os dias bons. Isso seria muito egoísmo.
Agora dói aqui dentro. Dói demais. E é algo que eu nunca pensei que ele me faria sentir. Seja qual for a desculpa, e eu não creio que ela venha, eu não sei se posso voltar a ser a mesma, e por um tempo, serei só receios.
A distância mata… e não venha me falar que tanto tempo longe é bom pra cultivar a saudade. Quando os dias são infinitos, perco um pouco do foco. E me sinto só.
“Vai se você precisa ir
Não quero mais brigar essa noite
Nossas acusações infantis
E palavras mordazes que machucam tanto
Não vão levar a nada como sempre
Vai, clareia um pouco a cabeça
Já que você não quer conversar
Já brigamos tanto, mas não vale a pena
Vou ficar aqui com um bom livro ou com a TV
Sei que existe alguma coisa incomodando você
Meu amor, cuidado na estrada
E quando você voltar, tranque o portão
Feche as janelas
Apague a luz
E saiba que te amo”
Quando você voltar – Legião Urbana
Cada dia percebo que a vida nada mais é que acontecimentos não planejados. O desenrolar dos fatos não segue ordem lógica, e no caminho algumas coisas ficam pra trás. Detalhes menos importantes são deixados de lado quando se acredita muito no que se tem, e é difícil julgar, porque cada momento é único e tudo parece certo quando não há arrependimento.
Só que depois de um tempo, quando a empolgação não é mais a mesma (não porque é uma tendência normal, mas porque no meu caso se é obrigado a isso) aqueles detalhes ofuscados começam a aparecer. E então, surgem os questionamentos, porquês sem resposta, e eu digo isso, porque eu me pergunto e os outros também me perguntam.
É difícil fazer as coisas de maneira “correta” quando há tantos outros sentimentos envolvidos, ou quando os dias nada mais são o esperar que algo aconteça, mude ou que ele simplesmente apareça.
Me sinto insegura no momento.
Eu não sou careta e também não acho que os outros devem ter algum tipo de influência sob minhas escolhas.
Pra mim tudo isso é sério, tão sério que compromete o resto da minha vida.
Mas já é hora de aprofundar ainda mais. E talvez seja necessário coragem.
Estou insegura. E embora a situação seja de fato igual para o meu lado, as reações e atitudes não precisam ser as mesmas.
Não é porque eu não faço que ele não precisa fazer. Não é porque eu não faço, que eu não queira.
Estou insegura… e queria mais porquês do que somente as desculpas padrões…
Talvez seja a hora de algo mais.
Vamos à aula de matemática:
Se o Joãozinho leva 1 hora e meia para fazer 50 notas de faturamento, quantas horas o Joãozinho vai levar pra fazer 100 notas de faturamento?
Resposta: 3 horas (certo?)
E quantas notas de suprimentos o Joãzinho vai fazer durante essas 3 horas?
Resposta: Nenhuma
Dessa forma, pode-se provar que não só dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, como o tempo gasto para fazer as notas de faturas e as notas de suprimentos também não ocupam. Isso significa que, ou tem nota demais, ou tem pessoa de menos… ainda mais quando a pessoa em questão responde pelo departamento de SUPRIMENTOS.
Mas a gente ainda pode complicar e adicionar mais algumas notas de PEÇAS no meio da brincadeira. O resultado é o mesmo: Pessoa de menos, menos ainda
Estarrecida com os resultados acima, não almocei e fiquei 1 hora em pé nas minhas botas salto 10, só para destressar. E adivinha? NÃO CONSEGUI!!!
E além disso, pude relembrar que:
- Não suporto que façam pouco caso da minha dor.
- Não suporto que façam piada com minha desgraça.
- Não suporte comparações (cada um é cada um)
zzz …bip… silêncio …bip… zzzz …bip… silêncio …bip…
Dentre os sonhos que tive esta noite, no último deles eu trabalhava, e o bip era o Microsiga todo alegre a cada pedido concluido. Mas depois de um tempo, o bip ficou mais intenso, e eu desconfiei que não era só sonho. No último bip, coloquei a mão na cabeceira da cama e peguei o celular: não era sonho, era meu celular…
Ele não estava tocando, não era mensagem, nem despertador. De fato, nem a tela de dentro ligava, mas o laranja da de fora iluminou todo o quarto. Não ligava, nem desligava… e bip…
Tirei a bateria. Coloquei a bateria. E aparentemente voltou ao normal.
Mas é um presságio, pois ontem mesmo ele deu mais dois sinais de derrota. Primeiro pediu que inserisse o chip (que já estava inserido) e a noite, ao tentar falar com meu namorado, só dava rede ocupada.
O fato é que ele nunca mais foi o mesmo depois da queda que quebrou o LCD.
E o resultado disso tudo é que eu não dormi o resto da noite, o que me deixou com um mal humor do capeta.
Ainda pela manhã tive que passar pelo seguinte questionamento da minha mãe (que deve ter feito algum curso de como me deixar ainda mais pra baixo):
- Você vai sair amanhã? (por causa do dia dos namorados)
- Não.
- Mas o Marcelo não vai folgar? Quando é a folga dele? (como se ela tivesse alguma coisa haver com isso)
- Ontem e hoje.
Já é difícil pra mim, ter que segurar meus sentimentos pra não morrer de saudade, e segurar a chateação por não passar o primeiro dia dos namorados com o Marcelo, sem o Marcelo… e ela vem e fica me relembrando como a vida é difícil (e injusta). Quase chorei de raiva. E meu mau humor piorou (agora o tridente do diabo está com quatro pontas).
O pior é que as coisas pra ele também estão pra lá de cabeludas, só piorando, sem nenhuma colaboração.
Ainda não entendi qual é a da vida. A gente rala, rala, rala, tira paciência do mesmo vácuo que nos consome, e nenhuma recompensa, só “tapa na cara”. Começo a duvidar que aqueles dias de paz com que sonho chegarão…
” And had a bad day again… “
Fuel
Ontem foi um dia difícil. Como todos domingos sem ele são.
Hoje, 16 dias sem ele. Faltam apenas 12. E eu sinto a falta dele todos os segundos.
Minha imaginação vai longe, lembrando das tardes na cama, de todas as risadas, das compras, dos sonhos… querendo reviver isso, aproveitar mais do que foi aproveitado, mas acho que não é possível, pois cada segundo foi perfeito, único e para sempre memorável.
Mas ontem eu me iludi, fingi pra mim mesmo que estava em nossa casa e que as tarefas eram coisas pra nós, e que era questão de minutos pra que você chegasse, me tomasse em seus braços e me amasse como se não houvesse amanhã.
Foi minha ruina.
A dor era tanta que tive que sair de casa, pegar o carro e correr… correr para longe, onde as lágrimas não pudessem me achar. Devo ter fumado uns 3 cigarros, um atrás do outro… e tive medo de perder o controle… pois minha cabeça estava traindo minha vontade… tive medo de deixar o desespero me dominar, por isso corri, e corri, e corri, até a dor passar.
Acho que nunca vai passar. Enquanto ele estiver longe, minha pele vai sentir falta do toque, e meus ouvidos vão buscar as risadas, e cada canto de casa vai lembrar o tempo que passamos juntos.
O que me consola é que hoje falta menos que ontem, e amanhã, um dia a menos… até chegar o dia em que pararei de contar e ele será meu para sempre.
O fato é que isso também me desanima e é difícil pra mim ser positiva.
Agora dá pra enteder quando eu insisto em dizer que é a vida que não está colaborando. E o que me desanima não são fatos específicos, coisas que deixamos de fazer, ter ou ganhar, mas essa aura de desesperança que joga na cara todos nossos sonhos. Eu digo, são tapas na cara.
Ainda acredito que dinheiro não trás felicidade. As coisas que mais amo são gratuitas. Dinheiro nenhum compra o sentimento verdadeiro ou um pôr-do-Sol. Mas, experiemente ter dinheiro de menos, viver pendurado, devendo pra todo mundo, a base de limites estourados…
De qualquer forma, ainda acredito e ainda quero… por isso, me manterei firme e tentarei ser forte… todos os dias daqui em diante.
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E meditando sobre o post acima enquanto corria na esteira (afinal, não existe melhor momento para descontar toda frustração) lembrei da seguinte música:
“A semana inteira fiquei esperando pra te ver sorrindo, pra te ver cantando, quando a gente ama não pensa em dinheiro, só se quer amar…”
Tim Maia
E então aconteceu. E continua acontecendo.
Naquela tarde fui até você.
Eu tremia… e você percebeu. Enquanto as histórias ainda eram poucas, você comentava como fiquei vermelha… não sei te dizer o que me passou na cabeça naquele momento. Você desceu do carro e se aproximou… e eu fiquei imóvel… acho até que parei de respirar… Provavelmente devo ter pensando: Então, é este o homem da minha vida.
E eu corri a caminho de casa, com você em meu encalço. Não foi pra te despistar. Quis te impressionar, mostrando como sou boa motorista e um tantinho selvagem (ou rebelde, ou aventureira).
Entrei no seu carro. Não me lembro sobre o que conversamos.
Na Anchieta relaxei, alimentando nosso vício.
Já com o carro estacionado, a promessa foi cumprida. Nosso primeiro beijo. Difícil de descrever, porque me entreguei, de corpo e alma. Queria te sentir por inteiro, gravar na memória cada detalhe. E foi muito bom, espontâneo, verdadeiro. Até hoje é.
E conversamos… muito… e pude perceber o quanto somos iguais, em sonhos, desejos, pensamentos… e eu pensei: Este é o homem da minha vida.
Depois do filme, você me levou em casa. Confesso que estava um tanto ansiosa… e como de costume, me aquietei, perdida em meus pensamentos. E, parados na frente da minha casa você me perguntou o porquê do silêncio. Eu disse que queria saber como seria o futuro e então você me perguntou, se precisava pedir em namoro, ou podia me pedir direto em casamento…
Exatamente hoje, faz 7 meses que eu disse sim.
E continuo dizendo todos os dias.
Marcelo, te amo.




