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Eu não sei mais no que acreditar, então vou vasculhando pelos acontecimentos a fim de encontrar motivos ou algo que me faça ficar.

Você no meu caso também acharia estranho… ficaria com raiva de tanto azar.

Pois eu estou com raiva, uma raiva que me transcende. Já estou com febre e choro sem parar. Estou com raiva até de mim, por querer continuar forte, quando eu deveria desistir.

Eu sinto muito se as coisas nunca mais forem como antes. Eu sinto muito se a culpa não é sua, mas mais uma vez não é minha e não vou suportar ser deixada pra trás. Não vou suportar ter que suportar mais e mais tempo… como se fosse algo fácil e não exigisse sacrificios… isso não é certo e me machuca, machuca, machuca… machuva tanto…

Mas você não sente esta dor. Você se importa?

Eu fiz minha parte, dei o meu melhor… eu sinto muito, sinto muito, sinto muito…

Se não é o que você quer, me diga. Acabe comigo de uma vez. Me fala a verdade. Mate logo o que ainda resta… Não me engane mais… Não me iluda mais…

Estou a um passo de sair pela porta sem olhar pra trás… Talvez a vida queira que seja assim… pois não vejo o motivo pra tudo dar sempre tão errado e meus sonhos, dias após dias serem deprezados, como se eu não tivesse coração…

Queria saber se sou tão ruim assim, ou tão feia, ou tão chata… queria saber porque é sempre tão difícil conseguir algo normal… até a monotonia do sofá é melhor que isso…

Eu não podia ficar assim.

Me preparei a semana toda. Regulei a alimentação e até rezei pra ficar bem.

Em vão.

Amanhã será mais um dia de dor… dor física, é isso que você quer?

Pois me espere de braços abertos no metrô, pois se a dor vier como as lágrimas vêm, não exitarei em desmaiar.

Não tenha pena. Não me ame se não me ama. Mas me liberte, por favor… não suporto a idéia de estar ligada a uma ilusão… esperando momentos que parecem nunca chegar.

Eu não podia ficar assim.

Agora, se você for forte o suficiente e quiser levar isso em frente, tenha um plano e encontre uma maneira de me ajudar a encontrar a esperança. Se você se importa, encontre uma maneira de tapar os inúmeros buracos que tem feito no meu coração.

Eu sinto muito…

Passei os dois último dias doente, e é engraçado, pois talvez, pela primeira vez eu desejei realmente ficar bem logo.

Eu confesso, eu gosto de dor, mas não sei explicar o porquê, ou talvez eu nunca tenha parado pra pensar… Só sei que com a dor tudo é mais intenso, e eu ouso dizer: mais vivo! (deve ser por isso que quando tudo está muito bom, costuma-se dizer que é um sonho.)

Quando estava no ápice da depressão, chamava a dor de amiga, andava de mãos dadas, dormia abraçadinha… todo dia ela me cutucava bem fundo, me dava medo e me fazia chorar, mas não podia me desfazer dela, pois acreditava que era tudo o que eu tinha, e que sem ela eu me tornaria mais vazia do que já era.

Durante este processo, algumas vezes fiquei doente fisicamente, e utilizava a doença pra que as pessas tivessem pena de mim e me dessem atenção. Muitas vezes inventei sintomas e passei dias no ócio, apenas pelo prazer de receber uma ligação e quem sabe um incentivo que me tirasse daquilo. Por um tempo eu tinha consciência disso, mas com o passar dos anos já era automático, se era pra ficar doente, eu ficava muito doente.

Mais uma vez posso dizer que estou curada. Não tenho mais a dor como companheira, nem tenho medo dela. Se ela vem, eu deixo que fale e deixo que parta, sem dar atenção, causando o menor estrago possível. Fisicamente, fico assustada com a dor, pois tento manter a calma, mas ela continua lá, corroendo por dentro e tirando minha estabilidade… mas até certo ponto eu fico feliz, pois vejo que não preciso mais dela pra que me procurem… eu preciso estar bem porque tenho um trabalho importante a fazer, que só eu faço com perfeição… e eu preciso estar bem, porque domingo é dia de ver meu namorado, e faz semanas que não o vejo… isso me basta pra que eu queira ela longe de mim…

É meio contraditório. Eu tenho que manter a dor longe de mim, para o meu bem… mas ainda a admiro, pois seduz, te põe em êxtase, faz perder os sentidos, e os fatos passam a ter significados totalmente diferente… É bom conhecer os dois lados.

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E para os interessados… eu não sou sadomasoquista…

Eu até gosto de uma dorzinha na hora H, mas nada que se sobressaia ao prazer… tapinhas? Não… Gosto meio é de uns apertões em lugares estratégicos…

Neste momento eu daria tudo pra estar deitada no seu peito nu, sentindo seu cheiro e seu calor.

Estou sem ar.

Seguro as lágrimas.

Não adianta esconder, a distância está me matando aos poucos, nos matando aos poucos.

Meus ombros estão aqui, prontos para você

Queria que pudesse sentir o quanto te desejam, tanto que mal posso me conter

Vou me contorcendo como se sua boca estivesse aqui

Queria que pudesse ver meu cabelo, meio solto, meio preso

Queria que visse meus olhos, meu delineador, minhas botas de salto alto

Que revelasse a marquinha do meu biquíni, mas olhe de perto porque é quase invisível

Queria que sentisse meu cheiro, de baunilha, como você gosta

Queria que me desejasse como antes

Queria que me propusesse loucuras, me sequestrasse, me surpreendesse ao menos uma vez

Queria entender essa carência, de pele e de alma

E só agora entendo, é simplesmente falta de você

Não sou ligada em signos, mas recebi este e achei a minha cara.

“Faz de conta que você tem uma empresa e acha que o seu sócio está te roubando e você precisa ter certeza e para isto, você terá que mexer em todo o complexo livro caixa, numa busca pelos últimos três anos de lucros da empresa. Que chato, não?

Não para um virginiano.

Minúcias , detalhes, cálculos complicados, deixe tudo para ele.
O virginiano é muito organizado, e não só no sentido de casa impecável e limpa, mas sim na organização mental.

A capacidade de concentração destas pessoas é impressionante e se você resolver mentir para eles, espero que seja bom, porque eles vão somando detalhes, expressões de rosto e friamente vão dizer na sua cara: Você mentiu! E vão explicar o porquê.

Dá ódio. Não se esquecem de nada, anotam tudo, conseguem ser pontuais e obedecer a rotina de uma maneira perfeita.
Espiem só a agenda de um virginiano típico:

07:15- O despertador toca e o virginiano reza, não se esquecendo de agradecer o aumento que ganhou e os 3 kgs que conseguiu perder.

07:20- O virgianiano vai para o banheiro e faz xixi, em seguida coco, usa 7 vezes o papel higiênico (mesmo sabendo que tomará banho em seguida), e aperta duas vezes a descarga, pois tem pavor de resíduos.

07:25- O virginiano entra no chuveiro e molha bem os cabelos e depois de bem molhado, ele passa o shampoo, esfregando bem e enquanto o shampoo age, ele escova os dentes com a escova elétrica.
Enxágua os cabelos e a boca, e repete as duas operações (cabelos e dentes) por mais um minutos e novamente enxágua.
Não passa condicionador porque só usa dia sim, dia não. E hoje é o dia do não.
Em seguida esfrega com a esponja vegetal as partes mais ásperas do corpo (cotovelos, calcanhares, joelhos) e depois com o sabonete antibacteriano ele lava axilas, solas dos pés, e partes pudentas.
Depois lava o restante do corpo com o sabonete liquido hidratante e enxágua tudo com a água fria porque tonifica os músculos.
Sem medo de ser feliz, lava o rosto com o sabonete para peles mistas.
Depois…
E por aí vai…

Sexualmente eles usam o lado b, então fazem o sexo com muito beijo molhado, saliva, palavrões, tapas, ou seja o chamado ’sexo sujo’, porque é ali que eles se soltam.
Não se esqueçam que todo mundo tem um lado b, mas o do virginiano é quase c.

As mulheres são excelentes esposas e namoradas mas são exigentes demais, detalhistas, do tipo que se o coitado deixar a toalha molhada em cima da cama ela surta.

São excelente executivas, secretárias, médicas e cobradoras de ônibus.

E quando discutem a relação é péssimo, porque fazem um apanhado dos últimos 5 anos, sem perder nenhum episódio de briga e ofensas, repetindo até frases e insultos.

Mas o virginiamo em geral é bem asseado.
Se você estiver na cama com algum deles e tiver com mau hálito, chulé ou um cheiro forte debaixo do braço… ele fala na sua cara e te manda para o banho.

E se você quer um sexo filme pornô, pegue alguém deste signo. O que é excitante, pois eles têm uma aparência distinta e tímida, mas…ui!
Claro, mas com muita higiene.

E tem todos os remédios do mundo. São hipocondríacos.
São capazes de tomar Imosec antes da feijoada.

Pessoas famosas de Virgem:
A Sandy não é deste signo, viu gente?

Cameron Diaz, Greta Garbo, Hugh Grant, Sean Connery, Amy Winehouse, Marina Lima, Toni Ramos, Claudia Schiffer, Agatha Christie.”

“Linton parecia esquecido do que ela falava e mostrava manifestamente muita dificuldade em sustentar uma conversação qualquer. Sua falta de interesse pelos assuntos que ela abordava, como sua incapacidade em contribuir para distraí-la, eram tão evidentes que ela não pôde dissimular seu desaponto. A pessoa inteira de seu primo e as suas maneiras tinham sofrido uma transformação indefinível. O aborrecimento, que as carícias conseguiam transformar em ternura, dera lugar a uma apatia displicente. O humor contrariante da criança, que se irrita e se torna insuportável para se fazer acarinhar, mudara-se na morosidade egoísta dum inválido inveterado, rejeitando as consolações e pronto a olhar como um insulto o bom humor e a alegria dos outros.


- Já é tarde! – disse ele com voz entrecortada e arrastada. – Seu pai está pior? Pensei que não viesse mais.

- Por que não ser franco? – perguntou Catarina, retendo os cumprimentos que ia dar. – Por que não dizer de uma vez que não tem necessidade de mim? É estranho Linton, que pela segunda vez você me faça vir aqui na intenção, aparentemente, de afligir-nos a nós ambos, e sem nenhum outro motivo.

Linton estremesseu e lançou um olhar meio suplicante, meio envergonhado. Mas sua prima não tinha paciência suficiente para suportar aquele modo enigmático de proceder.

- Meu pai está muito doente – disse ela. – E por que tive de deixar a sua cabeceira? Por que não me mandou você um recado, desligando-me de minha promessa, já que desejava você que eu não a mantivesse? Vamos! Desejo uma explicação. O brinquedo e a frivolidade estão completamente banidos de meu pensamento e não tenho tempo a perder hoje com suas simulações.

- Minhas simulações! – murmurou ele. – Quais são elas? Pelo amor de Deus, Catarina, não se mostre tão zangada! Despreze-me quanto quiser. Sou uma criança indigna, um miserável, um covarde. Mereço todos os desprezos. Mas sou demasiado vil para merecer sua cólera. Odeie a meu pai e, quanto a mim, contente-se com desprezar-me.”

O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Aos poucos vou percebendo que não fui só eu que mudei. E é triste ver que algumas dessas mudanças não foram exatamente para o bem. Nos tornamos mais egoístas, contruimos muros pra nos proteger e temos treinado disparar a “metralhadora cheia de mágoas”. Reação à vida? Provavelmente. Mas dói ver atos que eu amava cessarem sem explicação.

Minhas necessidade ainda são as mesmas, meus desejos também e não vou reprimir minhas vontades por medo de arriscar o que eu já não tenho. Só gostaria de entender em qual parte do processo, o amor, o carinho e a atenção deixaram de ser importantes. Coisas boas devem ser cultivadas sempre e que quero minha porção todos os dias.

As histórias do início não estão apagadas na minha memória, muito do que foi dito ainda pulsa em mim e, de certa forma, é o que busco a cada dia. Mas como buscar algo que deve ser espontâneo? É fato que não vou obrigar ninguém a nada, mas também não posso me obrigar a conter minhas reações a isso.

No momento isto não é algo que me faça mal de fato, é quaser uma saudade de uma época que já foi. Mas tenho que confessar que temo um pouco o futuro, e ao mesmo tempo, acredito que o futuro será muito bom… e ao mesmo tempo tenho medo de estar me enganando… e ao mesmo tempo não quero confusão…

Ação e reação, não é mesmo?

Não suporto ver você assim, largado pelos cantos, esperando um milagre acontecer, milagre que nunca chega.

Dói aqui dentro ouvir sua voz triste, dizendo que está tudo bem, embora eu saiba e você saiba qual o problema. E dói ainda mais lutar todos os dias pra te ajudar e não conseguir, pois também é difícil pra mim. Queria que fosse pelo menos mais fácil acreditar no amanhã, ter esperança, e quem sabe, um pouquinho de felicidade que fosse suficiente pra mim e pra você.

Sentir você assim me tira o chão, a respiração, a paz… e minha mente não vai sossegar até encontrar uma solução… talvez eu nunca deixe de buscar.

Queria te colocar no meu peito, te envolver nos meus braços e chorar baixinho… pelo menos perto teriamos um ao outro pra os distrair. Essa tristeza faz com que a dor da distãncia seja mais intensa e você sabe que eu tenho sido firme para não desmoronar.

Você pode contar comigo, mesmo que não haja o que contar. A vida real dói, mas meu amor está mais vivo do que nunca. Eu não vou ser derrotada e não vou aceitar permanecer neste humor. Se eu puder fazer algo além do que faço, me diga, me diga mesmo se eu não puder. Talvez seja só questão de pedir…

Hoje me dei conta que cheguei a um pouco que nunca pensei ser possível. No bom sentido.

De manhã, enquanto assistia o noticiário e conferia o trânsito da Imigrantes, lembrei da tragédia da segunda-feira, quando um caminhão com a caçamba levantada arrancou uma passarela, causando a morte de um executivo japonês cujo carro bateu nos escombros que invadiram a pista. Durante esta semana passei neste lugar todos os dias, portanto, poderia ser eu a acidentada.

Me questionei: se após o acidente soubesse que iria morrer, quais seriam minhas últimas palavras? Me vi puxando o paramédico pra perto de mim e sussurrando: “Diga a minha mãe que a amo. E ao Marcelo que o amo também”. Então uma tristeza gigante me invadiu e uma lágrima rolou. Eu não quero morrer, não mais, nunca mais.

Houve um tempo em que a depressão era minha melhor amiga, ou melhor, a dor. Pra mim, morrer seria lucro e algumas vezes cri tanto nisso que tentei morrer. Começou quando tinha 12 anos, crise aos 15, crise aos 17, crise aos 21… achei que teria aos 23, mas parece que finalmente ela resolver ceder e me deixar um pouco em paz.

Hoje estou vestindo o suéter do meu avô, e é dele que eu sinto mais falta. Quando ele morreu achei que não ia suportar nem mais um dia, e aqui estou. Eu era mais alta que ele, mas mesmo assim as mangas do suéter ficam compridas. E eu me lembro, dos olhos azuis, da voz rouca, dos tufinhos de pêlos nos ombros e de passear de carro na praia.

Eu não quero mais morrer. Mas isso não significa que não fique triste de vez enquando. E é obvio que estou melancólica. Provavelmente é TPM, por isso não estou dando bola pra este sentimento. E estou com tanto sono que está difícil até pensar. Queria estar com ele…

Sou daquelas que demora pra tomar decisões, pra me adaptar então, difícil, ainda mais quando o assunto envolve hábitos e meu próprio modo de ser e pensar.

Dietas da segunda-feira nunca funcionaram comigo, deixar de fumar neste dia, também. Pra mim, escolhas profundas devem ser tomadas com espontaneidade e, até agora, somente desta maneira deu certo pra mim. Isso significa que decisões são tomadas no meu tempo, onde a idéia demora o quanto eu quiser para amadurecer. E quanto mais me apressam, mais eu demoro.

Nesta mesma linha, também sou daquelas que precisa passar pela experiência para saber se aquilo é bom ou não para mim. Partindo do princípio que ninguém é igual a ninguém, essa filosofia é muito lógica. Do mesmo jeito que pra alguns é a Neosaldina que tira dor de cabeça, pra mim, o que funciona mesmo é Novalgina, só que eu tive que provar das duas pra descobrir o que é melhor pra mim.

Algumas pessoas chegam a ficar irritadas por causa desse meu jeito, de um dia pensar assim, no outro fazer assado, mas o que eles não entendem é que a cada dia temos a oportunidade de testar novas formas de viver. Eu mesma já achei que era bipolar, hoje acho graça e aproveito a chance de ver até onde minha ousadia pode me levar. Talvez seja por isso que eu insista em dizer que “não vou me adaptar”,não vou ser como querem que eu seja, não vou seguir padrões, ou seja, vou ser feliz da maneira que achar mais certa, provando o que quiser e fazendo da vida uma grande experiência.

Isso tudo é pra explicar de onde vêm as atuais mudanças, e os bons resultados delas. Decidi mudar o rumo, tentar uma nova rota, e seguirei nela até que não me sirva mais (que fique claro, o descarte é apenas da rota e refere-se somente àminha vida e atitude diante das coisas).

Foi a pouco que compreendi que essa é maneira mais fácil de encarar os dias difícies e aceitar fatos que não dependem de mim. Quero aprender definitivamente a não deixar me afetar e para isso, sempre penso que quem mais perde me atacando são os outros.

Desde que mudei de rumo estou mais feliz, mais alegre, piadista, fofoqueira, focada… há mudanças que vêm para o bem… e eu, só quero o meu bem.

“Âncora… Vela

Qual me leva?

Qual me prende?

Mapas e Bússolas

Sorte e Acaso

Quem sabe do que depende?”

Mapas do Acaso – Engenheiros do Hawaii

Sou do tipo de pessoa que tem sonhos reais, e estou falando dos sonhos que tenho quando estou dormindo. Sempre sonho com os mesmos lugares, lugares em que nunca estive (não que eu saiba). Na maioria das vezes são casas, onde me sinto “em casa”, e em quase todas há a presença de água.

Um desses sonhos recorrentes, teoricamente seria na casa da minha vó, uma casa na praia. De tanto sonhar com ela, já a chamo de “a casa da piscina”, pois ela é rodeada de canais de um lindo azul escuro, canais que desembocam em piscinas dentro e fora da casa. Olhando de fora a casa parece pequena, mas guarda muitos segredos. Nesses sonhos costumo procurar um certo banheiro, o banheiro do meu avô… que tem uma banheira enorme. Mas esse banheiro é escondido, e só quem conhece o caminho e as passagens secretas chega até ele. Poucas vezes eu cheguei… e o chato disso tudo é que sempre que eu consigo, aparece alguém pra me atrapalhar ou eu acordo… e nunca consigo aproveitar a banheira.

Já sonhei com guerra e bombardeio, e não recomendo pra ninguém. Ficar em pânico durante o sonho é terrível. É a típica situação em que não há pra onde correr. Também já sonhei com perseguição. E uma vez sonhei que me estrangulavam… só que no dia seguinte vi o autor do ato passando na rua (nem preciso dizer que fiquei desesperada e chorei de medo).

Mas o que quero mesmo contar é que esta noite sonhei com ele. Na verdade, sonhei que sonhei com ele. Era como se estivesse assistindo a cena e aparecesse aquele balãozinho que mostra o que a pessoa está pensando. E eu me vi dormindo, sonhando com ele. E então acordei, não de verdade, só no sonho, e empolgada por ter sonhado com ele, peguei o celular na cabeceira da cama e liguei pra ele. Só que eu estava rouca e não parava de rir, então não conseguia explicar porque tinha ligado. Desliguei o telefone e voltei a dormir. Acordei (agora de verdade) com aquela sensação de que aquilo realmente tinha acontecido, e foi bom, porque me senti perto dele por alguns instantes… queria poder sonhar assim sempre.

Deixo aqui um pedaço de mim. A parte da minha alma que já não posso suportar. Alguns anseios, alguns medos, algumas vergonhas. Utilizo minha sinceridade e nada mais. Não sou mais uma, mas estou perdida na cidade. Às vezes saio de carro, corro e canto. Às vezes me perco na noite, e nada mais sou do que inominável. Continuarei até que eu me permita sentir algo. Quando sentir for mais que uma dor. Quando a dor não se transformar em prazer. Quando...

Leituras

- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kunder - Eclipse - Stephenie Meyer

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