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Longe dos dicionários, não somos iguais.

Cada ser, uma história. Se não somos iguais, pontos de vista diferentes.

As palavras são seres cheios de significados, que mudam conforme o espectador.

Coloquei peso demais no significado das palavras.

Foi por isso que quis mais do que tive.

Sentimentos não mudam tão rapidamente.

A falta da palavra tirou toda obrigação.

Significados, cada palavra uma caixa, é você quem escolhe o que irá retirar de lá.

Se livre dos preconceitos, não são necessários acordos, apenas coração.

Justifique a si mesmo, antes que tenha que culpar o peso que as palavras têm.

Palavras que saem das pontas dos dedos e da ponta da lingua.

Palavras de dor e de amor.

Já não as uso. Estou calada.

Longe das palavras aprendi que em qualquer momento posso mudar de posição.

De mocinha a bandida. Tantas vezes… sem querer…

Retiro agora essa algema que me prende a títulos e convencionalismos.

Esse vício de querer só por querer.

Novamente nova visão, novamente novos dias.

Ganhei o Selo do Prêmio Dardos da querida Lyani.

 

Esse selo tem por objetivo: “Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras”

O que posso dizer é que amo escrever, é algo que me faz bem, me faz feliz… e gosto quando meus textos levam as pessoas à reflexões, quando elas podem se identificar com eles.

Infelizmente não sou tão assídua quanto gostaria, nem comento em todos os blogs que leio… são poucos os que acompanho de perto…

Por isso, vou ter que quebrar a última regras do recebimento do selo, que é:

  • Aceitar exibir a distinta imagem
  • Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
  • Escolher quinze 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.

Apenas vou listar blogs que considero muito bons, ok?

Prometo atualizar meus links em breve e inserir mais alguns.

Bjs!

Tenho lido muito. Devorado cerca de um livro por semana. Minha cabeça está a mil e eu amo essa sensação.

Percebo que venho me tornando o que sempre desejei, que cada dia mais gosto de mim, das coisas que busco, da força que tenho. Tenho que confessar, eu tinha medo da maturidade, de me tornar uma pessoa chata, presa às coisas do passado, mas agora vejo um mundo novo. Estou serena e feliz.

Tenho lembrado freqüentemente do post do Thanatos sobre desejo. Analisado minha ansiedade por coisas que quero e me questionando o por quê disso. Estou entrando fundo nas minhas raizes, pois vejo que o que busco é em grande parte reflexo do que a sociedade diz ser bom ou ruim. Quero saber porque determinadas coisas me dão prazer e outras não, porque determinados homens me atraem, porque eu tenho tendências pessimistas. Viagem dentro de mim.

Hoje, indo trabalhar, sentou um rapaz do meu lado. Como ele era grande, a perna dele estava pressionada contra a minha. Como estava frio, amei a sensação. Em alguns momentos, desejei que esticasse os braços pra que eu pudesse me acomodar em seu peito e dormisse o restante da viagem. Fiquei tentando adivinhar o por quê desses pensamentos. Tamanho a parte, ele era bem peludo e essa não é a minha praia, mas naquele momento aquilo não me importou.

Seria carência? Acredito que não. Não me sinto sozinha.

Então tentei definir o que faz com que um homem e uma mulher se aproximem. É um conceito totalmente cru e não trabalho, mas basicamente me veio a carência e a atração.

Um dia desses, num happy hour com uma amiga, estávamos falando sobre como as mulheres vão se tornando seletivas com o passar dos anos e das experiências. Se a pessoa não corresponde ao seu ideal, é descartada, antes mesmo que você seja apresentado pra família. Será que não perdemos muito quando nos prendemos a tantos conceitos e regras? Será que essa é a melhor maneira de evitar uma frustração? Tentar e compartilhar o amor, mesmo que não seja eterno, é um erro? Não tenho as respostas… ou melhor, cada um tem a sua…

Comecei ontem o livro “A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera e quero compartilhar alguns trechos para reflexão:

“Todos acreditamos que é impensável que o amor de nossa vida possa ser uma coisa leve, uma coisa que não pese nada; achamos que o amor é o que deveria ser; que sem ele nossa vida não seria nossa vida.

(…)

Mas muito pelo contrário, será que um acontecimento não se torna mais importante e carregado de significação se depende de um número maior de acasos? Só o acaso pode nos parecer uma mensagem. Aquilo que acontece por necessidade, aquilo que é esperado e se repete cotidianamente é coisa muda apenas. Somente o acaso tem voz. (…) Para que um amor seja inesquecível, é preciso que o acaso se encontre nele desde o primeiro instante…

(…)

Não se pode, portanto, criticar o romance por seu fascínio pelos encontros misteriosos do acaso, mas se pode, com razão, criticar o homem por ser cego a esses acasos, privando assim a vida da sua dimensão de beleza.”

Falta menos de um mês para minhas férias. Férias surreais. Que ganhei da minha tia e passarei com a minha vó. Um tour pela Europa… me belisca, acho que só este final de semana caiu a ficha!!!!

No sábado repassamos o roteiro, onde ir, o que não perder… voltei pra casa cheia de guias e com a cabeça cheia de sonhos.

Eis o roteiro: Paris – Bruxelas – Amsterdã – Colonia – Frankfurt – Rotemburgo – Karlovy – Praga – Salzburgo – Innsbruck – Verona – Padua – Veneza – Florença – Assis – Roma

Nossa… será que dá tempo de ver tudo?

Era tudo que eu precisava… e mais um pouco, para dar aquele novo rumo pra minha vida. E eu que achava que não tinha sorte… o que posso dizer é que coisas boas vêm para quem sabe esperar (e eu tenho todos os motivos para dizer isso).

Mais detalhes em breve! (E se alguém tiver sugestões de passeios imperdíveis, ou lugares baratos pra comer… por favor, não me escondam nada!!!)

Au revoir!

Naquele dia dirigi até a praça onde costumávamos parar o carro pra conversar. É um lugar calmo, até bonito, e eu precisava de forças e algo que me fizesse relaxar.

Estava nervosa, por mil motivos. E também estava linda, o cabelo bem escova e a pele com cheiro de baunilha. Queria que a última imagem que tivesse de mim fosse a melhor possível. Não passei maquiagem, pois sabia que não seria uma conversa fácil, e que provavelmente iria chorar. Mas você não quis me ver.

Após a mensagem da noite anterior, pensei que poderia te esperar para sair na hora de sempre. Mas o tempo foi passando, não recebi nenhuma ligação e quando liguei, caixa postal. Sim, fiquei fora do sério, pois esperava um pouco de consideração e até agora não entendo o que fiz para merecer ser tratada desse jeito. Pra cada minuto que passava sem seu retorno, uma das palavras carinhosas do meu discurso pré-fabricado se transformava em palavras de ódio. Sim, eu já estava em fúria. E até agora, quando relembro a maneira como fui tratada, sinto ódio, pois você nunca espera que a pessoa que você mais ama, seja a que mais lhe causará dor. Dá vontade de parar de escrever este texto, deletar todas as fotos e se preocupar apenas em esquecer os momentos mais perfeitos que vivi, me preocupar em destruir os sonhos que construimos juntos. Não sei explicar o que me faz estar aqui, escrevendo essas linhas. Acho que me recuso a pensar que o tratamento que recebi foi proposital, me recuso a pensar que todo nosso amor resultou nisso: duas pessoas tão magoadas que não conseguem se encarar. Não consigo acreditar que tudo o que foi dito não passou de mentira, pois não vejo outro motivo pra ter acontecido do jeito que foi.

Quando eu disse que sabia o que ia acontecer, estava falando sério. Eu iria terminar, mesmo que você não quisesse. Mas você não quis ouvir meus motivos. Seu video-game estava no meu carro, acho que isso é prova suficiente.

E aqui está a grande verdade, você quis um tempo, mas eu quis terminar. E isso é necessário, pois nunca mais quero viver dias como vivi, sozinha, sem ao menos poder falar com você. Eu reconheço seu esforço, mas temos que admitir que o que tínhamos não era um relacionamento, um dia foi. Nunca mais quero viver esta angústia. Eu não quero dar um tempo nisso, eu quero que isso acabe e não aconteça nunca mais. Mas eu posso dar um tempo pros meus sonhos, dar um tempo na vontade de ficar com você, dar um tempo nas coisas boas que aconteceram, pois se for pra voltar, que seja dessa parte, não da ruim. Eu posso voltar a te amar desta parte, eu ainda te amo, mas só voltarei se for pra ficar com você, não com suas promessas.

Eu queria que nossa conversa acontecesse de maneira amigável, pra que você entendesse meus motivos e eu entendesse os seus. Nós dois já estávamos cientes que daquele jeito não iria dar certo. Mas eu queria que você tivesse livre acesso a mim, que ficasse a vontade pra me procurar e me pedir qualquer coisa, que não tivesse medo de me ver ou me dar um beijo. Mas você preferiu me magoar e me afastar. Me desculpe, só agora entendo o quanto é difícil tentar ser o melhor amigo de quem se ama. Realmente, são sentimentos que não devem se misturar. Eu não conseguiria te oferecer meu ombro pra você chorar na situação em que estávamos, pois eu esperava que você fizesse o mesmo por mim. Mas agora eu posso, pois estou livre para seguir meu caminho, embora ainda queira que você siga comigo. O que eu queria dizer continua valendo, estarei aqui se você precisar.

Me dói pensar que você está sozinho. Eu imagino que a vida esteja cada vez mais difícil e também sei que vai demorar muito tempo pra que volte a existir alguma esperança de melhora. Me dói pensar que não consegui ficar ao seu lado. Me dói pensar que não amei o suficiente para enfrentar isso. Fico com medo de te fazer infeliz, caso venhamos ter uma segunda chance. Porém, não sou eu quem tem que julgar. Só você pode dizer se o meu amor é suficiente.

Então eu planejava te sugerir que curtíssimos o dia, com um almoço gostoso, quem sabe um filme. Eu queria que nossa última lembrança fosse algo bom, que desse vontade de viver de novo. E então iria dizer que isso não te ausentava de trocar sua folga pra poder passar a noite do meu aniversário comigo. Mas você preferiu nem olhar na minha cara, e deixou essa péssima impressão. Eu queria entender porque você fez de tudo para eu odiar você. E foi o que aconteceu. Você mentiu pra mim e me fez de idiota. Me deixou esperando e nunca mais apareceu.

Sabe o que é engraçado? Depois eu eu desliguei o telefone na sua cara (sinto muto por isso), eu nunca mais chorei. Eu até me diverti naquele dia. E tenho me divertido até então. É claro que sinto sua falta e uma saudade que corrói, mas você foi tão enfático em me querer longe, que eu não quis atrapalhar sua reflexão. De certa forma, escapar do drama também tem sido bom pra mim.

Eu apenas não sei o que esperar. Não sei se você me ama ou se me odeia. Não sei se insito em sonhar ou insisto em esquecer. Não sei o que esperar de você, nem do nosso futuro em comum. Acho que deu pra perceber que estou disposta a esquecer tudo o que aconteceu. Não estou pedindo pra que o tempo acabe, eu sei que será necessário mais que isso. Mas preciso saber que rumo dar à minha vida.

Minha viagem pra Europa é daqui a 3 semanas. Ainda quero pensar em você quando estiver lá e te comprar lembranças em cada lugar que passar. Posso?

Não se preocupe, eu não vou te ligar, nem te procurar, nem te cobrar nada. Só não quero que se arrependa de ter me perdido… se um dia isso acontecer.

Espero que você esteja bem. Sinto sua falta.

Beijos

“Eu conheço o medo de ir embora

Não saber o que fazer com a mão

Gritar para o mundo e saber

Que o mundo não presta atenção

Eu conheço o medo de ir embora

Embora não pareça, a dor vai passar

Lembra se puder

Se não puder, esqueça

De algum jeito vai passar

O Sol já nasceu na estrada nova

E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar

Lembra se puder

Se não puder, esqueça

De algum jeito vai passar

Eu conheço o medo de ir embora

O futuro agarra a sua mão

Será que é o trem que passou

Ou passou quem fica na estação?

Eu conheço o medo de ir embora

E nada que interessa se pode guardar

Lembra se puder

Se não der, esqueça

De algum jeito vai passar”

Estrada Nova – Oswaldo Montenegro

Lembra daquela tarde em que brincamos com os filhotinhos da Caridee?

Ainda vejo a cena: você tentando equilibra-los na beirada da caixa, isolando alguns, libertando outros.

Meu deu uma saudade de ficar assim com vc… em paz…

É hora de dizer que sinto sua falta

Sinceramente, não tenho pensando no que aconteceu, não quero mais me machucar

Apenas me abstive da dor e deixei que a vida preenchesse o burado que vc deixou

Mas estou bem

Não chorei mais… já faz muito tempo

Volta pra casa, ok?

De que adianta tentar esquecer se em sonhos ele me salva de tiroteio no shopping?

Não há mágoa que aguente com isso…

“Eu vejo que aprendi o quanto te ensinei

E nos teus braços que ele vai saber

Não há porque voltar

Não penso em te seguir

Não quero mais a sua insensatez

O que fazes sem pensar aprendeste do olhar

E das palavras que guardei pra ti


Não penso em me vingar

Não sou assim

A tua insegurança era por mim

Não basta o compromisso

Vale mais o coração

Já que não me entendes, não me julgues

Não me tentes


O que sabes fazer agora, veio tudo de nossas horas

Eu não minto, eu não sou assim


Ninguém sabia e ninguém viu que eu estava o teu lado então


(…)


O que fazer por sonhar é o mundo que virá

Pra ti e para mim

Vamos descobrir o mundo juntos baby

Quero aprender com teu pequeno e grande coração

Meu amor… meu amor”

1º de Julho – Legião Urbana

Quando a conheci ela caminhava pela estrada. Já havia assimilado a dureza do asfalto, então conseguia desenvolver uma boa velocidade. Passava os dias correndo, sem saber do que, nem olhar para trás. Sentir o vento no rosto era seu maior prazer, era quando conseguia ir mais longe, se sentia livre e, por alguns segundos, feliz de verdade. Porém, aos poucos ficou enjoada daquela paisagem. A vegetação ao redor parecia sempre igual e as noites eram mais longas que os dias. Estava sozinha.

Mas acontece que durante essas corridas avistou uma bifurcação no caminho. A possibilidade de seguir por uma nova trilha fez seu coração bater mais rápido. Apertou o passo e em pouco tempo chegou à nova estrada. Com certeza era uma estrada particular, pois havia um grande portão. Porém estava aberto, sem placas de “Não Entre” e sem vigias, nem mesmo um cãozinho de guarda para denunciar a visitante. Era um risco que queria enfrentar e sem pensar duas vezes deu o primeiro passo na nova direção.

Foi arrebatada por uma brisa quente que a acolheu e impulsionou para frente. Caminhar era mais fácil e sentia que grandes aventuras lhe eram reservadas. O céu se tornou mais azul e para onde olhasse havia coisas a serem descobertas. O acostamento abrigava as mais diversas espécies de plantas, e com o braço estendido ela sentia a textura de cada uma delas, algumas faziam cócegas na palma de sua mão. Pássaros e pequenas borboletas a acompanhavam, entoando canções que aqueciam a alma. Viu flores de cores muito diferentes, elas lhe faziam sorrir. Aquele era o caminho que havia procurado por toda a vida.

Porém, depois algum tempo percebeu que a estrada não era mais reta. Enfrentou muitas subidas que lhe tiraram o fôlego. As mesmas lhe obrigavam a ver mais longe e a entender que as mais belas vistas são reservadas a quem faz bom uso do próprio esforço. Por outras vezes íngremes decidas a obrigavam a andar bem devagar. A sombra das montanhas fazia com que sentisse frio e no vale as cores não eram tão bonitas. Mas ela prosseguia, sem dúvidas quanto sua decisão. Tinha esperança de que a próxima curva traria novo ânimo e alimento para a alma.

Acontece que os desafios eram cada vez mais difíceis e raras vezes havia o canto dos pássaros para lhe acompanhar. Já não conseguia distinguir as cores da paisagem, só enxergava o trigo e a promessa da fartura que ele traria. Cada vez mais lhe faltava fôlego, como se uma pedra tivesse sido colocada em seu peito. Não sabia quando aquilo havia começado, mas era presença diária. Então notou que alguns besouros tinham se grudado em sua roupa, e por mais que se esforçasse para tira-los, permaneciam ali.

Descalçou os tênis a fim de sentir o caminho com uma nova perspectiva. Mas assim que pôs os pés no chão, o tempo se tornou mais nublado. Algo havia sido colocado em sua mão, mas seus dedos apertavam com tanta força que não pôde ver o que era. Algumas vezes viu um líquido vermelho de cheiro doce escapar entre os dedos. Quando isso acontecia, se sentia angustiada e o enjôo fazia com que virasse os olhos. Acreditava que ignorando aquilo, tudo voltaria ao normal.

Então não pode mais caminhar. Seus joelhos caíram por terra, tornando-a suja e impregnada de pó. Mesmo assim tentava avançar, engatinhando sem direção. Passou muito tempo encostada em barrancos, com medo mortal que desabassem sobre ela. Como prosseguia de cabeça baixa, não percebeu que a estrada se transformara em um túnel. A princípio bem largo, então decidiu continuar. Não tinha mais o que perder, pois durante o trajeto tatuou a esperança em seu peito, já que considerava o sentimento mais importante.

Mas o túnel se tornou cada vez mais estreito, ela sufocava e se esforçava para não agonizar. Seus braços e pernas estavam arranhados e experimentou pela primeira vez a dor: uma espada gelada que lhe cortava ao meio.

Deu mais um passo e então caiu. Um grande buraco a havia engolido. Tudo aconteceu em câmera lenta e ela não fez forças para se segurar. Apenas flutuou até perder os sentidos. Muito tempo se passou e quando acordou estava diante de um novo caminho. Ergueu os olhos e enxergou uma placa com letras douradas que diziam: “Terra dos Corações Partidos”. Seus dedos então se abriram e ela pode ver que aquilo que segurara por tanto tempo era seu próprio coração, agora quebrado em mil pedaços.

“Eu não me perdi

E mesmo assim você me abandonou

Você quis partir

E agora estou sozinho

Mas vou me acostumar

Com o silêncio em casa

Com um prato só na mesa

Eu não me perdi

O sândalo perfuma o machado que o feriu

Adeus

Adeus

Adeus meu grande amor

E tanto faz

De tudo que ficou

Guardo um retrato seu e a saudade mais bonita

Eu não me perdi

E mesmo assim ninguém me perdoou

Pobre coração

Quando o teu estava comigo era tão bom

Não sei porque acontece assim e é sem querer

O que não era pra ser

Vou fugir dessa dor

Meu amor, se quiserem voltar

Volta não

Porque me quebraste em mil pedaços”

Legião Urbana – Mil pedaços

Há tantas coisas que queria dizer. Mas de que adianta se não me compreendem? Ele mesmo disse que as coisas que falo machucam somente a mim mesma. E as que os outros dizem também.

Algo aconteceu essa semana. Meus exércitos me abandoram e fui invadida por momentos ruins, sentimentos ruins e solidão. Tem uma ferida grande aqui, maior do que todas que já tive. Me ver assim me gera um mau humor gigante… eu mesma não me suporto.

Todos meus atos estão errados. Todas as minhas palavras estão erradas. Todas as minhas vontade estão erradas. Desvio das pedras que posso, mas elas chovem em mim. Podem atirar… me julguem… você nunca vão saber o que realmente aconteceu.

Eu falhei. Nunca quis tanto algo. Mas falhei. A energia acabou… e eu falhei. Nunca vou me perdoar e nunca vou entender o que realmente passou em minha cabeça nas últimas semanas.

Não sei como viver daqui pra frente sem isso, mas também não sei como viver com isso. Queria ser Clementine… será que ele seria um “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” pra mim? Na atual situação eu apagaria tudo, porque não suporto mais ver o tanto que perdi, não suporto imaginar que vivi um amor verdadeiro e não soube cuidar dele, não posso mais suportar… não consigo mais me controlar… eu só quero gritar e disparar contra todos… quem sabe vendo a dor dos outros a minha não diminui.

Me deixe com meu drama e minhas lágrimas…

Nada faz diferença…

Nem se ele voltar… nunca mais será igual.

Solidão

” Eu lembrava de nós dois

Mas já cansava de esperar

E tão só eu me sentia

E segui a procurar

Esse algo, alguma coisa

Alguém que fosse me acompanhar

Vem eu sei que tá tão perto

E porque não me responde

Se também suas esperas

Te levaram pra bem longe

É longe esse lugar

Vem, nunca é tarde ou distante

Pra te contar os meus segredos

A vida solta num instante

Tenho coragem, tenho medo sim”

Que se danem os nós – Ana Carolina

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Sobre o post de ontem, primeiro quero agradecer os comentários… é muito bom receber o apoio de vocês. Me sinto mais forte e consigo refletir sobre a situação além das minhas mágoas.

Depois, queria explicar que por motivo desconhecido, a maioria das coisas que desejo não acontecem, ou acontecem ao contrário. Estou cansada de me frustrar… de ver meus sonhos jogados fora… de ver minha boa vontade rejeitada… Mas é a vida.

Beijos.

Estou com dificuldades para escrever este post. Já reescrevi algumas vezes, mas toda vez que o leio me dá a impressão de imaturidade. Então vou ser breve.

Esses dias li em algum lugar que a melhor maneira de evitar a frustação é não criando expectativas (estado de quem espera um bem que se deseja e cuja realização se julga provável in Michaelis).

Fico me perguntando, como levar a vida em frente sem isso?

Na verdade, eu me desaponto com freqüência, por isso o meu questionamento.

Cheguei a conclusão que sou uma pessoa sonhadora, que gosta de planejar os acontecimentos da vida, e que de certa forma, luta pelo que quer. Não criar expectativas não faz meu estilo.

Talvez exista uma forma diferente de encarar as não realizações, porque me frustro muito, e nos últimos tempos isso tem me machucado demais.

Tenho medo de me tornar uma pessoa fria se deixar de sonhar.

Alguém tem uma solução?

Deixo aqui um pedaço de mim. A parte da minha alma que já não posso suportar. Alguns anseios, alguns medos, algumas vergonhas. Utilizo minha sinceridade e nada mais. Não sou mais uma, mas estou perdida na cidade. Às vezes saio de carro, corro e canto. Às vezes me perco na noite, e nada mais sou do que inominável. Continuarei até que eu me permita sentir algo. Quando sentir for mais que uma dor. Quando a dor não se transformar em prazer. Quando...

Leituras

- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kunder - Eclipse - Stephenie Meyer

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t.sweetepiphany@gmail.com