You are currently browsing the monthly archive for Setembro, 2008.
“Pensar em tudo que se passou,
que se pode sonhar e não realizou
a vida tentando escapar
mas não por agora
Ao mesmo tempo tanta coisa se amou
se refez, se perdeu, se conquistou
retratos estampados do nosso amor
em preto e branco pregados na parede
revelando pra sempre a gente
nosso orgulho um do outro, olhando pra lente
como quem dissesse: não queremos mais nada desse mundo
E que me lembrasse a cada instante
que valeu a pena cada lance
e que valerá, tenha certeza, por toda vida
Vou levar, vou te levar
Pra onde for, vou te levar
Vou levar, vou te levar
Pra onde for, vou te levar”
Lobão – Vou te Levar
Na minha mala tem espaço pra você
Cada passo meu será contigo, cada olhar é para ti. Para que vejas que o mundo é muito mais que sonhos, é real, caminha. vê, sente cheiros, sabores.
Empresto meus olhos a ti. Meu inglês. Meus guias.
Por onde meus pés passarem, lá estarão os seus.
Cada vitrine, será pra ti. E a cultura impregnará sua própria história.
Vem comigo, eu te pego pela mão e te guardo embaixo do meu travesseiro.
Então, poderás comprar aquele presente que me prometeu. E passaremos a escrever uma nova história.
Adeus passado…
Adeus amigos…
Beijos e até a volta!
“Compromisso poderia ser alternativa do vivaz
Mas não é o caso, se foi descaso, quem mentiu?
Não fazer o suficiente ou por fazer demais
Afinal, qual é a medida, me diga, e quem mediu?
Vil essa dor, que ninguém vê
Anil era a cor que mudou de acordo com o que você sentiu
Indicador, a ponta de um iceberg liquefativo
O fato: você existiu
Em qualquer conjugação do verbo existir
Da falta que você me faz, do tempo que não volta atrás”
Jay Vaquer – A ponta de um Iceberg
[+] Recado Direcionado [+]
Quem me confundiu foi você
“Que importa o mal que te atormenta?
Se o sonho te contenta
E pode ser realizar”
Cinderela – O sonho é um deseja d’alma
Nasci há 24 anos, numa tarde de inverno.
A enfermeira disse que eu era perfeita, a não ser pelos dedos mindinhos do pé, um tanto quanto tortinhos. Minha mãe gargalhou, e disse que essa é a maior prova que sou filha do meu pai. Hoje, meus olhos são como os dele, minhas sobrancelhas e também cada pedacinho da minha pele.
Primeira filha. Hoje somos em 3, todas com T. Se eu fosse menino, ia chamar Vladmir.
Fui única durante 5 anos, mas não tenho muitas recordações dessa época. A mais marcante, por incrível que pareça, foi com uns 3 meses de idade, quando meu pai me deu um susto e eu ri tanto que fiquei sufocada. Não me perguntem como eu me lembro disso, apenas lembro.
Fui pra escolinha muito nova, e eu adorava. Adorava pintar, correr no parquinho, e logo tive meu primeiro namorado, o Fernando.
No pré, mudei de escola. Lá, conheci alguns dos meus melhores amigos, com quem troco confidências até hoje. Fui boa aluna, mas nunca aplicada ao extremo.
Aos 12 fumei meu primeiro cigarro, aos 12 dei meu primeiro beijo e amei alguém pela primeira vez. Tínhamos crescido juntos, família amigas. Fiquei com ele por quase 3 anos, até que ele me traiu, com a minha prima.
Nessa época começaram minhas crises de depressão. Nessa época comecei a odiar meu pai. Nessa época ele me magoou de forma irreparável, o que faz com que eu fuja dele até hoje.
Fui fazer colegial numa escola forte, pois queria medicina. Durante este tempo me apaixonei duas vezes.
Não passei no vestibular, nem na primeira, nem na segunda, nem na terceira vez. Mas foram os mais intensos anos da minha vida. 2002, talvez o mais marcante de todos. Meu avô morreu nos dias das mães, desde então tudo ficou mais cinza. Comecei a me drogar pra esquecer a dor. Conheci a primeira pessoa que amo incondicionalmente. Aprendi a usar a minha voz, e desde então, cantar me faz muito feliz. Fiz coisas e conheci lugares que nunca tinha imaginado.
Desisti de medicina. Fui fazer jornalismo. Deixei de ser tão tímida, mas não me apaixonei pela profissão. Comecei um namoro, que durou quase 3 anos. Com uma pessoa que não tinha nada haver comigo. No começo era bom, mas depois o encanto acabou. Ficava com ele por dó e terminar foi uma das coisas mais difíceis que já fiz.
Desisti do jornalismo e fui trabalhar. Trabalho totalmente estressante, mas que me satisfaz desde então. Fiz uma faculdade de 2 anos, Gestão em Logística Empresarial. Me formei com louvor, juramentista da turma.
Finalmente a vida deu uma estacionada. Mas me sentia sozinha e passei a procurar um novo amor. Felizmente o encontrei, perfeito pra mim, mesmos gostos, mesmos sonhos. Mas a vida ainda tinha muito a me ensinar, colocou desafios difícieis de transpor e eu o perdi… embora ainda tenha a esperança viva de o encontrar.
Pro futuro próximo, quero ter minha própria casa (de preferência com ele), para então inaugurar um novo capítulo da minha vida.
O que costumo dizer é que se morresse hoje estaria feliz por ter vivido muito e amado muito. Contando assim por cima, da maneira rápida como escrevi, não parece muita coisa, mas sempre fui intensa em todas as etapas. É da minha personalizade me entregar de coração a tudo que faço.
A apenas alguns meses consegui dominar minha depressão, me sentir feliz e desejar um amanhã. Uma luta que durou mais de 10 anos. Aniversários nunca foram bons pra mim, eram dias de choro, pois via os anos passarem, sem ter forças para lutar por meus sonhos, com uma solidão imensa no peito.
Este ano decidi comemorar muito. Não fugi dos amigos e sorri o tempo todo. Na sexta, o happy hour valeu muitas risadas, dancinhas e lembranças pra vida inteira. No sábado, eu, minha mãe e minhas irmãs fomos assistir o Princesas On Ice, no ginásio do Ibirapuera. Me emocionei muito, pois a produção é linda e lembrei do tempo em que meu avô me levava em todas apresentações de patinação no Ibirapuera.
Tinha planos diferentes pra esse post, com certeza era algo mais poético.
Me perdoem, continuo numa correria desvairada, e tenho que confessar que com pouco inspiração.
Em breve viajarei, nem meu roteiro consegui terminar…
Mas estou feliz. Aos poucos as coisas estão se encaixando novamente e recebi um sinal de que ainda posso ter esperança. Ainda bem que não joguei meus sonhos fora…
Beijos a todos!!!
“I’m holding on you hope,
Got me ten feet off the ground
And I’m hearing what you say but I just can’t make a sound
You tell me that you need me
Then you go and cut me down, but wait
You tell me that you’re sorry
Didn’t think I’d turn around, and say:
That it’s too late to apologize, it’s too late
I said it’s too late to apologize, it’s too late
I’d take another chance, take a fall, take a shoot for you
And I need you like a heart needs a beat, but it’s nothing new
I love you with a fire red, now it’s turning blue, and you say…
I’m sorry like an angel
Heaven let me think was you
But I’m afraid
That it’s too late to apologize, it’s too late
I said it’s too late to apologize, it’s too late”
Timbaland & One Replublic – Apologize
Muita correria nos últimos dias… principalmente treinando a pessoa que ficará no meu lugar durante minhas férias. Quero deixar tudo redondinho pra que não hajam dúvidas não esclarecidas, mas vejo que muito do que sei está no meu cérebro e não no papel. São tantos detalhes que, nem se eu passasse um mês só ensinando, ia dar em bom resultado. No final, estou totalmente sobrecarregada… mas feliz… ansiosa demais pela viagem.
Amanhã é meu aniversário… pretendo fazer um post reflexivo sobre isso… kakakaka
É que pela primeira vez em muito tempo fico empolgada com essa data, então merece atenção especial.
Mas se eu não escrever amanhã… não fiquem bravos… vai ter happy hour especial… com direito a narguilé e presenças ilustres…
Amo vocês!
E Ly, obrigada pelo Selo, pode ter certeza que vou colocar aqui!!!
“Então de repente, compreendeu com espanto que não estava infeliz. A presença física de Sabina contava muito menos do que ele pensava. O que contava era o traço dourado, o traço mágico que ela havia imprimido em sua vida e de que ninguém poderia privá-lo. Antes de desaparecer de seu horizonte, ela tivera tempo de lhe pôr nas mãos a vassoura de Hércules, com a qual ele varrera de sua vida tudo aquilo que não gostava. Essa felicidade inesperada, esse bem-estar, essa alegria que lhe proporcionava a liberdade e a nova vida, tudo isso era um presente que ela havia lhe deixado.
(…)
Lamentou ter sido impaciente. Se tivessem ficado juntos mais tempo, talvez pouco a pouco tivessem começado a compreender as palavras que pronunciavam. Seus vocabulários teriam se aproximado pudica e lentamente, como amantes muito tímidos, e a música de um começaria a se fundir na música do outro. Mas é tarde demais.”
Milan Kundera in A Insustentável Leveza do Ser
Uso essas palavras para explicar minhas reações inesperadas. Pensei que estar sem a presença dele seria meu fim. Imaginei lágrimas e dor. Eu não me compreendi, não compreendi muitas coisas, principalmente porque estar junto a ele era tão pesado pra mim.
Era isso o que eu queria falar no post abaixo. O fato de poder chamá-lo de namorado, trazia dezenas de responsabilidades, mais para ele do que para mim. E quando não pude mais, percebi que o amor era o mesmo, mas que não podia mais desejar que ele desempenhasse um papel que não era dele. Me vi livre do que me diziam ser certo, e só então passei a viver a verdadeira espera do amor. Espera que não cobra, mas compreende. Não é ilusão, porque a vida continua de fato. É um sentimento atemporal, que estará lá independente do futuro.
Só então notei que meu amor por ele é incondicional.
Isso não significa que me permitirei ser machucada. Não significa que não voltarei a amar. Diferente do amor romântico, é um amor grato, apenas pela existência, aprendizado e libertação. Significa que o tempo já não pode ser contado, pois é algo que não aumenta ou diminui com o passar dos anos.
As vezes a saudade bate, mas acaba sempre importando mais a lembraça das coisas boas que vivemos.
Obrigada por ter me tirado da depressão, por ter insistido em jogar na minha cara que minha condição é superior a de muita gente. Obrigada por compartilhar comigo a simplicidade da vida e dos momentos a dois. Obrigada por não ter julgado meu desejo incontrolável e sim se esforçado para me satisfazer. Obrigada pela oportunidade de sonhar, você me libertou da mediocridade da vida cotidiana.
Você mudou a minha vida e ela estará pra sempre impregnada de você.
Te amo… incondicionalmente

