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Lembra de quando te disse que seu peito tinha o exato formato do meu abraço?

Isso foi antes de eu te conhecer

Vai fazer um ano… se é que já não fez

E eu estava certa

Aquela metragem entre o pescoço e o sovaco, no meio do ombro direito, foi feita pra mim

Roçando meu nariz, encaixando minha testa, bagunçando meu cabelo

Sentindo o cheiro da roupa que sua mãe lava tão bem

Sentindo o seu calor, sempre quente, nunca frio

Você já esteve comigo neste quarto, se oferecendo pra ficar

Riu comigo, riu de mim

Tenho medo de chorar

De lembrar de você e chorar

Os conselhos que ouço me dizem para arriscar

Eu tenho medo

Medo de te querer

Medo de libertar uma dose extra de coragem

Saia daqui, ok?

Se não for pra ficar… saia

Saia, e leve as lembranças

Saia, e leve toda frustração

Saia, e leve toda esperança

“Me deixe em paz”, eu gritei na sua orelha

Mas você nunca me ouviu

Você nunca me obedeceu

E estava certo em tudo isso

Agora, desliga este botão

E saia

Não me provoque assim… se não for ficar

Que essa TPM vá embora

Antes que eu faça uma grande besteira

E perca tudo o que construi até aqui

Por favor, devolva minha sanidade mental, ok?

Obrigada

Este final de semana fui convidada para uma imersão não convencional.

Eu não podia negar, afinal, são anos e anos de amizade… e ele é o alvo do meu amor incondicional.

Ele fez questão, foi em casa levar o ingresso… lindo como sempre, mais maduro, com uma melancolia doce…

E lá estava eu, garrafa de vodca, pulseirinha de maior de idade, curtindo um som meloso no meio de crianças ensandecidas vestidas de preto e com piercings no nariz.

Confesso, fiquei intimidada. Duas horas antes do show a fila já estava gigante. E quando a banda “importante” da noite chegou de van, teve menina desmaiando, agarrando, puxando o cabelo… foi hilário… pra não falar ridículo.

Mas, pra minha surpresa, eu me diverti. Muito. A banda deste meu amigo é bem brincalhona. Neste show eles apareceram vestidos de salva-vidas, com boinhas e cantaram um monte de musiquinhas cheias de putaria, e tantos outros rocks clássicos que a pivetada não sabia.

Fiz umas amiguinhas bacanas. Conheci a presidente do fã-clube (uma menininha de 14 anos). E curtimos o resto da noite, embalados ao som das tais músicas EMOtionais… kakakaka.

Agora, hora do confessionário: eu meio que tinha muita vontade de assistir ao show da banda principal (não, eu não ando de munhequeira e franja na cara). E estou até rouca, pois cantei as músicas que conhecia com todos o ar que havia em meus pulmões.

Como eu sou uma moça muito boazinha, fiz o papel de garota legal e levei a pivetada pra casa… Sendo a última parada a casa desse meu amigo. Foi muito nostálgico vê-lo atirado no banco ao meu lado, enquanto tinhamos uma conversa profunda, pela primeira vez como adultos. Meus sentimentos só diziam uma coisa: “vai, voa e seja feliz”. Agora ele entendeu, que hoje eu sou o que sempre fui, alguém que não vai fugir, alguém pra ele correr quando estiver com medo, alguém que vai dar colo, comida, bebida, cigarro… sem pedir nada em troca. Mas de uma maneira maternal, não romântica.

Para aqueles que ficaram curiosos, segue minha música preferida da banda da noite.

“E o que fazer

Quando não estão mais nem ai para você?

Quando o seu mundo não passa de uma prisão?

E o que dizer

Quando a sua vida não é igual a da TV?

Quando as pessoas tratam mal seu coração?

(Quebre as correntes)

Prometa não chorar e não se arrepender

(Não chorar) Não chorar

O que você precisar se encontra em você

(Não chorar) Não chorar

E como agir

Se mãos amigas se transformam em punhais?

E todos acham que você não é capaz (de desatar os nós)?

E o que sentir

Se até mesmo você chega a duvidar

Que ainda existe alguma chance de virar (o jogo pra você)?

Não vou deixar desmoronar

Castelos que eu mesmo ergui

Com minhas mãos na areia

A vida tem que prosseguir

Prometa não chorar e não se arrepender

(Não chorar) Não chorar

O que você precisar se encontra em você

(Não chorar) Não chorar”

Fresno – Quebre as Correntes

“Esperei que o torpor voltasse, ou a dor. Porque a dor devia estar vindo. Eu quebrara minhas próprias regras. Em vez de fugir assustada das lembranças, eu me dirigi a elas e as acolhi. Ouvi a voz dele com muita clareza na minha mente. Isso seria muito penoso pra mim, eu tinha certeza. Em especial se eu não pudesse resgatar a névoa para me proteger. Sentia-me alerta demais, o que me assustava.

Mas o alívio ainda era a emoção mais forte em meu corpo – um alívio que vinha bem lá do fundo.

Por mais que lutasse para não pensar nele, eu não lutava para esquecê-lo. Eu me preocupava – tarde da noite, quando a exaustão da privação do sono penetrava em minhas defesas – que tudo desaparecesse. Que minha mente fosse uma peneira e eu um dia não conseguisse lembrar da cor exata de seus olhos, da sensação de sua pele fria ou da textura de sua voz. Eu podia não pensar naquilo, mas queria me lembrar de tudo.

Porque só havia uma coisa em que eu precisava acreditar para poder viver – eu precisava saber que ele existira. Era só. Todo o restante eu podia suportar. Desde que ele tivesse existido.

(…)

Proibida de lembrar, com medo de esquecer; era uma situação limite.

(…)

Deitei na cama alguns minutos depois, resignada enquanto a dor finalmente resolvia aparecer.

Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus orgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, restando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passar do tempo. Racionalmente, eu sabia que meus pulmões estavam intactos, e no entanto, eu arfava e minha cabeça girava como se meus esforços não dessem em nada. Meu coração também devia estar batendo, mas eu não conseguia ouvir o som da minha pulsação nos ouvidos; minhas mãos pareciam azuis de frio. Eu me encolhi, abraçando as costelas para não partir ao meio. Lutei para ter meu torpor, minha negação, mas isso me fugia.

E, no entento, achei que podia sobreviver. Eu estava alerta, sentia a dor – a perda dolorosa que se irradiava do meu peito, provocando ondas arrasadoras de dor pelos membros e pela cabeça -, mas era admirável. Eu podia sobreviver a isso. Não parecia que a dor tivesse diminuido com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suporta-la.

(…)

Não havia nada, na verdade. Só o nada. Só o labirinto interminável de árvores cobertas de musgo, tão quietas que o silêncio era uma pressão desagradável em meus tímpanos. Era escuro, como o anoitecer de um dia nublado, com luz suficiente para apenas mostrar que não havia nada a se ver. Eu corria pela escuridão sem uma trilha , sempre procurando, procurando, procurando, ficando mais frenética à medida que o tempo passava, tentando andar mais rápido, embora a velocidade me deixasse desajeitada… Depois chegava o ponto em meu sonho – agora podia pressenti-lo, mas parecia nunca conseguir acordar antes dele chegar – em que não conseguia me lembrar do que estava procurando. Era quando percebi que não havia nada a encontrar. Que nunca existira nada além de um bosque vazio e apavorante, e nunca haveria nada pra mim… Nada de mim…”

Bella Swan, personagem de

Stephenie Meyer in Lua Nova

Não tenho vontade de escrever

É incrivelmente angustiante ter tantos sentimentos e não poder aliviar

Faltam palavras

Falta coragem

Estou num processo de negação

Resistindo o quanto posso

Apenas acreditando… uma hora passa… uma hora passa…

Dias preenchidos com vida verdadeira, amizades verdadeiras, felicidade verdadeira, sonhos verdadeiros…

Mas eu, eu não consigo

Criei um limite dentro de mim

Um “Muro de Berlim”, dividindo o eu e o querer você

Me abstenho, me distraio… pura traição

É de você que sinto falta

E eu vou superar

Não é coisa sofrida, apenas aquela dorzinha no coração

Ansiedade esperando você me ligar

Confesso: tem uma escada encostada no muro

As vezes subo pra me observar

Tenho feito muito isso

Sem querer escrevi

Me trai

Me maltratei

Dias obscuros esses

Nem doce me satisfaz

Nem a leitura voraz

Nem se você estivesse aqui

Odeio essa racionalidade

Odeio esse não te querer querendo

Não admito admitir

Agora eu sei… poetas

É muito mais fácil se deixar levar, enlouquecer

Não leia este texto, ok?

Não tem nada haver com você…

Sou só eu eu tentanto sobreviver

Então fica combinado assim

Você chega de mansinho

E envolve minha nuca com suas mãos grandes e quentes

Quero sentir seu hálito

Quero seu cheio de vinho

Vem, me ama

No chuveiro

Ri

Ri comigo

Ri na chuva de fogos

Ri de madrugada

Me provoca

Me encanta

Mas me envolve

Vem

Seu nariz, seu queixo, seu cabelo

Agora, nas minhas costas

Me pede

Qualque coisa, qualquer loucura

Me pede pra ficar… e fica

Com suas histórias

Suas loucuras

Me aquece e esquece

Esquece o que já passou…

“De tarde quero descansar

Chegar até a praia e ver

Se o vento ainda está forte

E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer

Eu deixo a onde me acertar

E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe

Vê, a linha do horizonte me distrai

Dos nossos planos é que tenho mais saudade

Quando olhavamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?

Agimos certo sem querer

Foi só o tempo que errou

Vai ser difícil sem você

Porque você está comigo o tempo todo

E quando vejo o mar

Existe algo que diz

Que a vida continua e se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui

O que posso fazer é cuidar de mim

Quero ser feliz, ao menos

Lembra que o plano era ficarmos bem

Olha só o que eu achei…

Cavalos Marinhos

Sei que faço isso pra esquecer

Eu deixo a onde me acertar

E o veno vai levando tudo embora”

Legião Urbana – Vento no Litoral

Quanto tempo se leva pra esquecer?

Esquecer o cheiro

Esquecer o gosto

Esquecer os sonhos

Esquecer os planos

Quanto tempo se leva pra esquecer um grande amor?

Quanto tempo se leva pra curar um coração?

Quanto tempo se leva?

Não, eu não me recuperei

Não hoje, quando corro na floresta escura fugindo de você

Não hoje, quando só quero suas mãos

Não hoje

Quanto tempo…

Faz um tempinho que fui convidade pela Poetriz para brincar de Wordle.

Um site bem legalzinho, onde você digita um texto, endereço no nome ou user name para criar uma imagem como a daí de baixo.

Você pode variar a fonte, disposição das palavras, cores… infinitas possibilidades;

Fica aí a dica pra quem gosta de brincar com a criatividade!

“Você terá que enfrentar o terrível vazio interior que surge quando você não está concentrada em outra pessoa. Por vezes, o vazio será tão grande que você quase poderá ouvir o vento soprar naquele lugar onde seu coração deveria estar. Permita-se sentir isso, com toda intensidade (do contrário procurará outra forma doentia de distração). Aceite o vazio e saiba que não se sentirá sempre assim, e que apenas tolerando-o e sentindo-o você começará a preenchê-lo com o calor da auto-aceitação. (…) Conseguimos uma sensação de autonomia com o que fazemos por nós e com a forma pela qual desenvolvemos nossa própria competência. Se todos os seus esforços foram empenhados para desenvolver outras pessoas, com certeza você se sentirá vazia. Aproveite a sua vez, agora.

(…)

Se não temos auto-estima nem auto-aceitação, não conseguimos tolerar sermos “conhecidas” (…) porque, sem esses sentimentos, não conseguimos acreditar que merecemos amor exatamente como somos. Em vez disso, tentamos obter amor dando-o a alguém, sendo zelosas e pacientes, sofrendo e nos sacrificando, promovendo sexo excitante ou refeições maravilhosas, ou qualquer outra coisa.”

Robin Norwood in Mulheres que Amam Demais

Fim de semana atípico. Tempo de voltar ao campo de batalha, no bom sentido. Enfrentar medos e espantar fantasmas do passado. Reconhecer atitudes padrão, já me deixa mais perto da tão sonhada liberdade comigo mesma.

Fiquei feliz na tentativa de agradar somente a mim mesma, ser verdadeira, sem forçar situações. Mas percebi velhos vícios, que ainda não sei como me livrar. Não quero passar o resto dos meus dias diante de processos de seleção baseados no passado. Tenho que tirar da cabeça a lembrança do quanto eu me identificava com ele e acreditava que era a pessoa certa pra mim. Sei que, por mais que eu procure, nunca haverá alguém igual… tenho que acreditar que haverá alguém melhor. Eu já fiz isso antes, terminei relacionamentos por causa de falsos ideais… sem me dar conta que eu devo amar as pessoas em sua totalidade, não pelo sensação que podem provocar em mim.

Essa noite tive problemas para dormir. Não queria pensar nele, não queria pensar em homem nenhum. Mas tive que vigiar meus pensamentos. Sei que isso vai me custar muito. Também tive que me afastar de outros pensamentos viciosos que tentavam disfarçar a dor e o vazio. Não posso mais jogar o jogo da substituição. É hora de encarar os fatos, e não olhar para trás.

É, estou melancólica hoje. Fechei o dedo na gaveta e chorei. Fazia meses que não chorava. Me deu enjoo. Não sei como aguentei tanto tempo essa situação deplorável, lágrima após lágrima, mascarando verdades, vivendo de sonhos e ilusões de um futuro distante demais.

No fundo, isso não é ruim. A fé é algo forte demais pra ser rompido pela própria vontade. E eu vou continuar… porque esta é minha escolha de hoje. Um voto pela minha felicidade, agora e sempre.

(ou o primeiro amor incondicional)

Hoje, sentada no ônibus, senti novamente o romance

Aquele que faz com que as pessoas em pé sejam lindas pela unicidade que representam

Aquele que faz com que Diadema pareça bucolicamente suburbana

Acordei querendo aquele velho estilo de vida

Te ligar do orelhão e te pedir pra trazer o violão

Em meados de 2002 eu era um eu diferente, mas você nunca mudou pra mim

Hoje meu MP3 chegou na letra R, e lá estava aquela música, que você me fez decorar pra cantarmos com todo mundo nos olhando

Ainda guardo aquela cena: eu chapada e você sentado na fonte com o velho violão

Eu te amei naquele instante e em todos que viriam a seguir

Eu sentei do seu lado sem ser convidada, e cantei sem ser convidada

E você foi minha vida pelos próximos anos, sem ter que me dar nada em troca

Lembra as noites que passamos ao luar?

As vezes que fugi? As vezes que te encontrei?

Lembra daquele trem? Você dormindo no meu colo?

Eu sempre te amei

E você sabia

Hoje, sentada lá no ônibus, seu nome estava lá, escrito na parede

E eu vi o futuro que não tive, mas que ainda posso ter

Não te quero como homem, só seu espírito rebelde me dizendo pra ser ousada, pra não dar importância pra o que falam de mim

Me imaginei lá no palco e sorri sozinha, neste futuro fui feliz

Sabe o que eu gosto?

Da nossa sintonia

Quando sonhamos um com o outro e o destino faz com que nos encontremos

Tantos lugares improváveis

Você de aparelho, você de terno

Você sonhando comigo também

Você

Desejo coisas diferentes pra mim

Tomei um rumo que não é o seu

Eu sou constante, você não é

E eu não preciso me convencer de nada

Eu apenas sou

Você apenas é

E eu te amo mesmo assim

Mesmo sem nunca ter te beijado

Porque amor como esse não se traduz em atos premeditados

Você é meu amor platônico

E eu desejo que sempre seja

Meu amor por você é incondicional

Eu que desejo que sempre seja

E acima de tudo, desejo que você seja feliz

“Something inside the cards
I know is right
Don’t want to live
Somebody elses life
This is what I want to be
And this is what I give to you
Because I get it free
She smiles while I do my time

I could die for you
Oh this life I choose

I’m here to be your only go-between
To tell you of the sights
These eyes have seen
What I really want to do is
Turn it into motion
Beauty that I can’t abuse
You know that I’d use my senses to
You can see that
It’s only everywhere
I’d take it all and then
I’d find a way to share

Come along and go
Along with me
Wander with me yo
It’s all for free

I could die for you
What you wanna do
Oh this life I choose

Come again and tell me
Where you want to go
What it means for me
To be with you alone
Close the door and
No one has to know
How we are

Come along and go
Along with me
Wander with me yo
It’s all for free

I could die for you
What you want to do
Oh this life I choose”

Red Hot Chili Peppers – I Could Die for You

Deixo aqui um pedaço de mim. A parte da minha alma que já não posso suportar. Alguns anseios, alguns medos, algumas vergonhas. Utilizo minha sinceridade e nada mais. Não sou mais uma, mas estou perdida na cidade. Às vezes saio de carro, corro e canto. Às vezes me perco na noite, e nada mais sou do que inominável. Continuarei até que eu me permita sentir algo. Quando sentir for mais que uma dor. Quando a dor não se transformar em prazer. Quando...

Leituras

- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kunder - Eclipse - Stephenie Meyer

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