You are currently browsing the monthly archive for Outubro 2008.
Lembra de quando te disse que seu peito tinha o exato formato do meu abraço?
Isso foi antes de eu te conhecer
Vai fazer um ano… se é que já não fez
E eu estava certa
Aquela metragem entre o pescoço e o sovaco, no meio do ombro direito, foi feita pra mim
Roçando meu nariz, encaixando minha testa, bagunçando meu cabelo
Sentindo o cheiro da roupa que sua mãe lava tão bem
Sentindo o seu calor, sempre quente, nunca frio
Você já esteve comigo neste quarto, se oferecendo pra ficar
Riu comigo, riu de mim
Tenho medo de chorar
De lembrar de você e chorar
Os conselhos que ouço me dizem para arriscar
Eu tenho medo
Medo de te querer
Medo de libertar uma dose extra de coragem
Saia daqui, ok?
Se não for pra ficar… saia
Saia, e leve as lembranças
Saia, e leve toda frustração
Saia, e leve toda esperança
“Me deixe em paz”, eu gritei na sua orelha
Mas você nunca me ouviu
Você nunca me obedeceu
E estava certo em tudo isso
Agora, desliga este botão
E saia
Não me provoque assim… se não for ficar
Que essa TPM vá embora
Antes que eu faça uma grande besteira
E perca tudo o que construi até aqui
Por favor, devolva minha sanidade mental, ok?
Obrigada
Este final de semana fui convidada para uma imersão não convencional.
Eu não podia negar, afinal, são anos e anos de amizade… e ele é o alvo do meu amor incondicional.
Ele fez questão, foi em casa levar o ingresso… lindo como sempre, mais maduro, com uma melancolia doce…
E lá estava eu, garrafa de vodca, pulseirinha de maior de idade, curtindo um som meloso no meio de crianças ensandecidas vestidas de preto e com piercings no nariz.
Confesso, fiquei intimidada. Duas horas antes do show a fila já estava gigante. E quando a banda “importante” da noite chegou de van, teve menina desmaiando, agarrando, puxando o cabelo… foi hilário… pra não falar ridículo.
Mas, pra minha surpresa, eu me diverti. Muito. A banda deste meu amigo é bem brincalhona. Neste show eles apareceram vestidos de salva-vidas, com boinhas e cantaram um monte de musiquinhas cheias de putaria, e tantos outros rocks clássicos que a pivetada não sabia.
Fiz umas amiguinhas bacanas. Conheci a presidente do fã-clube (uma menininha de 14 anos). E curtimos o resto da noite, embalados ao som das tais músicas EMOtionais… kakakaka.
Agora, hora do confessionário: eu meio que tinha muita vontade de assistir ao show da banda principal (não, eu não ando de munhequeira e franja na cara). E estou até rouca, pois cantei as músicas que conhecia com todos o ar que havia em meus pulmões.
Como eu sou uma moça muito boazinha, fiz o papel de garota legal e levei a pivetada pra casa… Sendo a última parada a casa desse meu amigo. Foi muito nostálgico vê-lo atirado no banco ao meu lado, enquanto tinhamos uma conversa profunda, pela primeira vez como adultos. Meus sentimentos só diziam uma coisa: “vai, voa e seja feliz”. Agora ele entendeu, que hoje eu sou o que sempre fui, alguém que não vai fugir, alguém pra ele correr quando estiver com medo, alguém que vai dar colo, comida, bebida, cigarro… sem pedir nada em troca. Mas de uma maneira maternal, não romântica.
Para aqueles que ficaram curiosos, segue minha música preferida da banda da noite.
“E o que fazer
Quando não estão mais nem ai para você?
Quando o seu mundo não passa de uma prisão?
E o que dizer
Quando a sua vida não é igual a da TV?
Quando as pessoas tratam mal seu coração?
(Quebre as correntes)
Prometa não chorar e não se arrepender
(Não chorar) Não chorar
O que você precisar se encontra em você
(Não chorar) Não chorar
E como agir
Se mãos amigas se transformam em punhais?
E todos acham que você não é capaz (de desatar os nós)?
E o que sentir
Se até mesmo você chega a duvidar
Que ainda existe alguma chance de virar (o jogo pra você)?
Não vou deixar desmoronar
Castelos que eu mesmo ergui
Com minhas mãos na areia
A vida tem que prosseguir
Prometa não chorar e não se arrepender
(Não chorar) Não chorar
O que você precisar se encontra em você
(Não chorar) Não chorar”
Fresno – Quebre as Correntes
“Esperei que o torpor voltasse, ou a dor. Porque a dor devia estar vindo. Eu quebrara minhas próprias regras. Em vez de fugir assustada das lembranças, eu me dirigi a elas e as acolhi. Ouvi a voz dele com muita clareza na minha mente. Isso seria muito penoso pra mim, eu tinha certeza. Em especial se eu não pudesse resgatar a névoa para me proteger. Sentia-me alerta demais, o que me assustava.
Mas o alívio ainda era a emoção mais forte em meu corpo – um alívio que vinha bem lá do fundo.
Por mais que lutasse para não pensar nele, eu não lutava para esquecê-lo. Eu me preocupava – tarde da noite, quando a exaustão da privação do sono penetrava em minhas defesas – que tudo desaparecesse. Que minha mente fosse uma peneira e eu um dia não conseguisse lembrar da cor exata de seus olhos, da sensação de sua pele fria ou da textura de sua voz. Eu podia não pensar naquilo, mas queria me lembrar de tudo.
Porque só havia uma coisa em que eu precisava acreditar para poder viver – eu precisava saber que ele existira. Era só. Todo o restante eu podia suportar. Desde que ele tivesse existido.
(…)
Proibida de lembrar, com medo de esquecer; era uma situação limite.
(…)
Deitei na cama alguns minutos depois, resignada enquanto a dor finalmente resolvia aparecer.
Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus orgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, restando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passar do tempo. Racionalmente, eu sabia que meus pulmões estavam intactos, e no entanto, eu arfava e minha cabeça girava como se meus esforços não dessem em nada. Meu coração também devia estar batendo, mas eu não conseguia ouvir o som da minha pulsação nos ouvidos; minhas mãos pareciam azuis de frio. Eu me encolhi, abraçando as costelas para não partir ao meio. Lutei para ter meu torpor, minha negação, mas isso me fugia.
E, no entento, achei que podia sobreviver. Eu estava alerta, sentia a dor – a perda dolorosa que se irradiava do meu peito, provocando ondas arrasadoras de dor pelos membros e pela cabeça -, mas era admirável. Eu podia sobreviver a isso. Não parecia que a dor tivesse diminuido com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suporta-la.
(…)
Não havia nada, na verdade. Só o nada. Só o labirinto interminável de árvores cobertas de musgo, tão quietas que o silêncio era uma pressão desagradável em meus tímpanos. Era escuro, como o anoitecer de um dia nublado, com luz suficiente para apenas mostrar que não havia nada a se ver. Eu corria pela escuridão sem uma trilha , sempre procurando, procurando, procurando, ficando mais frenética à medida que o tempo passava, tentando andar mais rápido, embora a velocidade me deixasse desajeitada… Depois chegava o ponto em meu sonho – agora podia pressenti-lo, mas parecia nunca conseguir acordar antes dele chegar – em que não conseguia me lembrar do que estava procurando. Era quando percebi que não havia nada a encontrar. Que nunca existira nada além de um bosque vazio e apavorante, e nunca haveria nada pra mim… Nada de mim…”
Bella Swan, personagem de
Stephenie Meyer in Lua Nova
Não tenho vontade de escrever
É incrivelmente angustiante ter tantos sentimentos e não poder aliviar
Faltam palavras
Falta coragem
Estou num processo de negação
Resistindo o quanto posso
Apenas acreditando… uma hora passa… uma hora passa…
Dias preenchidos com vida verdadeira, amizades verdadeiras, felicidade verdadeira, sonhos verdadeiros…
Mas eu, eu não consigo
Criei um limite dentro de mim
Um “Muro de Berlim”, dividindo o eu e o querer você
Me abstenho, me distraio… pura traição
É de você que sinto falta
E eu vou superar
Não é coisa sofrida, apenas aquela dorzinha no coração
Ansiedade esperando você me ligar
Confesso: tem uma escada encostada no muro
As vezes subo pra me observar
Tenho feito muito isso
Sem querer escrevi
Me trai
Me maltratei
Dias obscuros esses
Nem doce me satisfaz
Nem a leitura voraz
Nem se você estivesse aqui
Odeio essa racionalidade
Odeio esse não te querer querendo
Não admito admitir
Agora eu sei… poetas
É muito mais fácil se deixar levar, enlouquecer
Não leia este texto, ok?
Não tem nada haver com você…
Sou só eu eu tentanto sobreviver
Então fica combinado assim
Você chega de mansinho
E envolve minha nuca com suas mãos grandes e quentes
Quero sentir seu hálito
Quero seu cheio de vinho
Vem, me ama
No chuveiro
Ri
Ri comigo
Ri na chuva de fogos
Ri de madrugada
Me provoca
Me encanta
Mas me envolve
Vem
Seu nariz, seu queixo, seu cabelo
Agora, nas minhas costas
Me pede
Qualque coisa, qualquer loucura
Me pede pra ficar… e fica
Com suas histórias
Suas loucuras
Me aquece e esquece
Esquece o que já passou…
“De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onde me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhavamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz, ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem
Olha só o que eu achei…
Cavalos Marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onde me acertar
E o veno vai levando tudo embora”
Legião Urbana – Vento no Litoral
Quanto tempo se leva pra esquecer?
Esquecer o cheiro
Esquecer o gosto
Esquecer os sonhos
Esquecer os planos
Quanto tempo se leva pra esquecer um grande amor?
Quanto tempo se leva pra curar um coração?
Quanto tempo se leva?
Não, eu não me recuperei
Não hoje, quando corro na floresta escura fugindo de você
Não hoje, quando só quero suas mãos
Não hoje
Quanto tempo…
Faz um tempinho que fui convidade pela Poetriz para brincar de Wordle.
Um site bem legalzinho, onde você digita um texto, endereço no nome ou user name para criar uma imagem como a daí de baixo.
Você pode variar a fonte, disposição das palavras, cores… infinitas possibilidades;
Fica aí a dica pra quem gosta de brincar com a criatividade!
“Você terá que enfrentar o terrível vazio interior que surge quando você não está concentrada em outra pessoa. Por vezes, o vazio será tão grande que você quase poderá ouvir o vento soprar naquele lugar onde seu coração deveria estar. Permita-se sentir isso, com toda intensidade (do contrário procurará outra forma doentia de distração). Aceite o vazio e saiba que não se sentirá sempre assim, e que apenas tolerando-o e sentindo-o você começará a preenchê-lo com o calor da auto-aceitação. (…) Conseguimos uma sensação de autonomia com o que fazemos por nós e com a forma pela qual desenvolvemos nossa própria competência. Se todos os seus esforços foram empenhados para desenvolver outras pessoas, com certeza você se sentirá vazia. Aproveite a sua vez, agora.
(…)
Se não temos auto-estima nem auto-aceitação, não conseguimos tolerar sermos “conhecidas” (…) porque, sem esses sentimentos, não conseguimos acreditar que merecemos amor exatamente como somos. Em vez disso, tentamos obter amor dando-o a alguém, sendo zelosas e pacientes, sofrendo e nos sacrificando, promovendo sexo excitante ou refeições maravilhosas, ou qualquer outra coisa.”
Robin Norwood in Mulheres que Amam Demais
Fim de semana atípico. Tempo de voltar ao campo de batalha, no bom sentido. Enfrentar medos e espantar fantasmas do passado. Reconhecer atitudes padrão, já me deixa mais perto da tão sonhada liberdade comigo mesma.
Fiquei feliz na tentativa de agradar somente a mim mesma, ser verdadeira, sem forçar situações. Mas percebi velhos vícios, que ainda não sei como me livrar. Não quero passar o resto dos meus dias diante de processos de seleção baseados no passado. Tenho que tirar da cabeça a lembrança do quanto eu me identificava com ele e acreditava que era a pessoa certa pra mim. Sei que, por mais que eu procure, nunca haverá alguém igual… tenho que acreditar que haverá alguém melhor. Eu já fiz isso antes, terminei relacionamentos por causa de falsos ideais… sem me dar conta que eu devo amar as pessoas em sua totalidade, não pelo sensação que podem provocar em mim.
Essa noite tive problemas para dormir. Não queria pensar nele, não queria pensar em homem nenhum. Mas tive que vigiar meus pensamentos. Sei que isso vai me custar muito. Também tive que me afastar de outros pensamentos viciosos que tentavam disfarçar a dor e o vazio. Não posso mais jogar o jogo da substituição. É hora de encarar os fatos, e não olhar para trás.
É, estou melancólica hoje. Fechei o dedo na gaveta e chorei. Fazia meses que não chorava. Me deu enjoo. Não sei como aguentei tanto tempo essa situação deplorável, lágrima após lágrima, mascarando verdades, vivendo de sonhos e ilusões de um futuro distante demais.
No fundo, isso não é ruim. A fé é algo forte demais pra ser rompido pela própria vontade. E eu vou continuar… porque esta é minha escolha de hoje. Um voto pela minha felicidade, agora e sempre.
(ou o primeiro amor incondicional)
Hoje, sentada no ônibus, senti novamente o romance
Aquele que faz com que as pessoas em pé sejam lindas pela unicidade que representam
Aquele que faz com que Diadema pareça bucolicamente suburbana
Acordei querendo aquele velho estilo de vida
Te ligar do orelhão e te pedir pra trazer o violão
Em meados de 2002 eu era um eu diferente, mas você nunca mudou pra mim
Hoje meu MP3 chegou na letra R, e lá estava aquela música, que você me fez decorar pra cantarmos com todo mundo nos olhando
Ainda guardo aquela cena: eu chapada e você sentado na fonte com o velho violão
Eu te amei naquele instante e em todos que viriam a seguir
Eu sentei do seu lado sem ser convidada, e cantei sem ser convidada
E você foi minha vida pelos próximos anos, sem ter que me dar nada em troca
Lembra as noites que passamos ao luar?
As vezes que fugi? As vezes que te encontrei?
Lembra daquele trem? Você dormindo no meu colo?
Eu sempre te amei
E você sabia
Hoje, sentada lá no ônibus, seu nome estava lá, escrito na parede
E eu vi o futuro que não tive, mas que ainda posso ter
Não te quero como homem, só seu espírito rebelde me dizendo pra ser ousada, pra não dar importância pra o que falam de mim
Me imaginei lá no palco e sorri sozinha, neste futuro fui feliz
Sabe o que eu gosto?
Da nossa sintonia
Quando sonhamos um com o outro e o destino faz com que nos encontremos
Tantos lugares improváveis
Você de aparelho, você de terno
Você sonhando comigo também
Você
Desejo coisas diferentes pra mim
Tomei um rumo que não é o seu
Eu sou constante, você não é
E eu não preciso me convencer de nada
Eu apenas sou
Você apenas é
E eu te amo mesmo assim
Mesmo sem nunca ter te beijado
Porque amor como esse não se traduz em atos premeditados
Você é meu amor platônico
E eu desejo que sempre seja
Meu amor por você é incondicional
Eu que desejo que sempre seja
E acima de tudo, desejo que você seja feliz
“Something inside the cards
I know is right
Don’t want to live
Somebody elses life
This is what I want to be
And this is what I give to you
Because I get it free
She smiles while I do my timeI could die for you
Oh this life I chooseI’m here to be your only go-between
To tell you of the sights
These eyes have seen
What I really want to do is
Turn it into motion
Beauty that I can’t abuse
You know that I’d use my senses to
You can see that
It’s only everywhere
I’d take it all and then
I’d find a way to shareCome along and go
Along with me
Wander with me yo
It’s all for freeI could die for you
What you wanna do
Oh this life I chooseCome again and tell me
Where you want to go
What it means for me
To be with you alone
Close the door and
No one has to know
How we areCome along and go
Along with me
Wander with me yo
It’s all for freeI could die for you
What you want to do
Oh this life I choose”
Red Hot Chili Peppers – I Could Die for You



