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Só de falar, as coisas se dissolvem
Prometi a mim mais sinceridade
Prometi buscar os fatos por trás da falsa felicidade
Vesti um manto de superficialidades pra me esconder de mim mesma
Agora me dispo do meu preconceito… quanto a dor, a tristeza, o mal
E nessas palavras me liberto
Principalmente do medo
Ainda sinto aquela solidão
Mas posso ter planos, passos, sonhos
Ainda há lugares a ir
Ideias a conquistar
E essa esperança… é como fênix em mim
Morre todo dia, mas renasce
E agora eu me lembrei, que só tenho a mim mesma
Que só tenho o agora
Que só tenho essa chance
E que assim seja… no meio das cinzas algo de bom… algo que permanece
Eu, renovação de mim mesma
Voltou a doer, e aos poucos percebo o quanto me esforço pra esconder
Me escondo dentro de mim mesma
Não é igual a antes, aquela coisa intensa
Agora, vem matando aos poucos, acabando com a esperança, tirando a cor
Não, nada empolga
E todo esforço é para esconder
O silêncio vai me invadindo
Não suporto mais as vozes
E também não suporto mais a solidão
Porque tudo dói
Aquele nome ainda permanece em diálogos mentais
E eu me odeio por isso, e eu o odeio também
E escolho o ódio a fim de ter algo de intenso com que me preocupar
Eu sinto que estou perto de fracassar, pois tenho vontade de escrever
Desabafar pela ponta dos dedos
E dói
Ver que os anos passam e nada foi construido
Tudo despediçado para mascarar
E dói
Nunca vou me acostumar
