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Por mais que eu me esforce, uma hora a força acaba

É como um vício

Consome por dentro

Tira a paz

Traz desespero

Falsa bipolaridade… a única verdade é que nada muda até que algo se torne fato

E não quero fatos que não caibam dentro da perfeição de meus desejos

Sim, eu te uso… uso sua boca, uso sua mão para limpar minhas lágrimas, uso suas piadas para me envergonhar… e uso sua lembrança para embalar meus sonhos… mas não sinto sua falta

Se sentisse então finalmente seriamos a família de que tanto falamos

E nossos segredos seriam selados por laços de sangue

Ah… vocês sabem do que sou capaz

Me domino o tempo todo… pra que na hora H seja só instintos, prazer, loucura, veracidade

Não, eu não quis voltar, pois escolhi outra realidade

E agora me sinto estrangeira, falsa, tentando vestir jeans apertados demais

Não conheço mais as histórios, segredos e planos… e também não sabem mais nada de mim

Dou graças porque pedaços de pedra não falam

Dou graças por fazer as memoráveis caipirinhas de açúcar

Dou graças porque encontrei amigos que considero irmãos…

Tudo isso pra dizer que me sinto só

Que ainda falta aquele alguém

Que vá de mochilão comigo para Macchu Pichu

Que veja o nascer do Sol quantas vez tivermos vontade

Que ame a vida, o prazer, os laços eternos

Estou pronta pra continuar… e caminharei sem medo… pra onde tiver que chegar

Deixo aqui um pedaço de mim. A parte da minha alma que já não posso suportar. Alguns anseios, alguns medos, algumas vergonhas. Utilizo minha sinceridade e nada mais. Não sou mais uma, mas estou perdida na cidade. Às vezes saio de carro, corro e canto. Às vezes me perco na noite, e nada mais sou do que inominável. Continuarei até que eu me permita sentir algo. Quando sentir for mais que uma dor. Quando a dor não se transformar em prazer. Quando...

Leituras

- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kunder - Eclipse - Stephenie Meyer

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