Por mais que eu me esforce, uma hora a força acaba
É como um vício
Consome por dentro
Tira a paz
Traz desespero
Falsa bipolaridade… a única verdade é que nada muda até que algo se torne fato
E não quero fatos que não caibam dentro da perfeição de meus desejos
Sim, eu te uso… uso sua boca, uso sua mão para limpar minhas lágrimas, uso suas piadas para me envergonhar… e uso sua lembrança para embalar meus sonhos… mas não sinto sua falta
Se sentisse então finalmente seriamos a família de que tanto falamos
E nossos segredos seriam selados por laços de sangue
Ah… vocês sabem do que sou capaz
Me domino o tempo todo… pra que na hora H seja só instintos, prazer, loucura, veracidade
Não, eu não quis voltar, pois escolhi outra realidade
E agora me sinto estrangeira, falsa, tentando vestir jeans apertados demais
Não conheço mais as histórios, segredos e planos… e também não sabem mais nada de mim
Dou graças porque pedaços de pedra não falam
Dou graças por fazer as memoráveis caipirinhas de açúcar
Dou graças porque encontrei amigos que considero irmãos…
Tudo isso pra dizer que me sinto só
Que ainda falta aquele alguém
Que vá de mochilão comigo para Macchu Pichu
Que veja o nascer do Sol quantas vez tivermos vontade
Que ame a vida, o prazer, os laços eternos
Estou pronta pra continuar… e caminharei sem medo… pra onde tiver que chegar

2 comments
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Maio 11, 2009 às 5:37 pm
Lua
Sei q se seguir este rumo, também não serei a que eu costumo ser. Mas às vezes é tão necessário quanto a água. Pq no final sempre fica aquela fraqueza q citou ali em cima. E ela em mim costuma ser destrutiva.
Lindo texto.
Beijos
Maio 20, 2009 às 2:08 pm
Anne
tudo é tão bonito e sincero por aqui.