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A vida é curta

E tão complexa

Que ainda agora… depois de tantos anos… ainda não compreendo

Nem sei se um dia irei

A maldade, a coragem, a bondade, as fraquezas… tantos sentimentos

Não somente DNAs diferentes, mas dosagens de sentimentos

Tão complexos, tantas inúmeras possibilidades, histórias, encontros, descontros

Será que existe mesmo o acaso?

E caso exista, não seria com um propósito?

Ainda mais a vida, um dom muitas vezes menosprezado.

Como fazer pra que complexos e reflexos não tirem seu brilho?

Por que é tão dificil se libertar?

Qual a origem do medo?

Do que tanto nos escondemos?

Por que o cômodo é tão cômodo?

Por que o ruim é ruim e o bom é bom?

Por que fomos ensinados dessa maneira?

Por que não podemos ser livres?

Por que não podemos amar as pessoas e não a imagem delas?

Por que não podemos nos respeitar?

Caminho por um trilha que me leva à libertação total.

Hoje, quero me livrar de tudo o que me escravisa, de tudo o que é falso, de tudo o que não me dá prazer.

Quero olhar para mim mesma e me enxergar, descobrir quem eu sou, o que quero e pra onde vou.

Dizer adeus a falsas crensas, dizer mais “eu te amo”, ser mais gentil, ser boa comigo mesma.

Nunca deixei de acreditar na evolução resultante de tantos altos e baixos.

Acredito que tenha chegado a um ponto de ruptura.

Quero ter doces sonhos essa noite

Quero tocar a palma da sua mão

Te olhar nos olhos

Te libertar

Bem vindo

A vida é você que decide como fazer

“Now you have to decide what to do with the time that was given to you” Gandalf

Em um minuto você está no topo.

E no próximo te passam uma rasteira, e você fica por baixo.

Não paro pra reclamar, aceito minha parcela de culpa nesse tumulto.

Mas me sinto triste, por sentir em dobro a falta de coragem.

A mesma força que me impede de falar e a que impede que me falem.

Conviver com a culpa não é tão fácil assim.

Fecho meus olhos e fecho a minha mente, a fim de não ser mais atingida.

Talvez se eu ficar quieta, escondida, passe mais rápido.

Não quero confusão, mas também não sei o que quero.

Insatisfeita com muitas coisas me cercam, e também comigo mesma.

Tão viciada na velha forma, no velho estilo, nos velhos vícios… não sei como me libertar.

Tapas na cara, o tempo todo. Eu sei, são somente conseqüência de anos de um coma mental consciente.

Talvez eu deva criar uma lista de desejos impossíveis.

Continuo a contar dias, como se o fim deles fosse a solução tão esperada.

Como se numa determinada manhã fosse acordar com um novo estilo de vida.

Cansada da vida. Cansada das conseqüências.

Cansada… como sempre.

 

“Há uma vitória e uma derrota - a maior e a melhor das vitórias, a mais baixa e a pior das derrotas -, que cada homem conquista ou sofre não pelas mãos dos outros, mas pelas próprias mãos”

Platão – Protágoras in O Ciclo da Auto-Sabotagem

Aos poucos novas faces vão surgindo… e percebo que as novas necessidades são reflexos bons… mostram que o passado já passou

Não existe mais um link, juntando coisa com coisa, ideia com fato

Não sou mais viciada

Esse novo desejo, de coisas novas, gostos novos e uma boa específica… me faz feliz

Engraçado como as coisas mudam

Eu não acreditava em um monte coisas e achava tantas outras ridiculas

Mas hoje pratico os mesmos atos e tenho os mesmos planos

Eu vou jogar

E eu quero que se foda o que vão pensar

Vou desenterrar todas as coisas por baixo desse perfil

Você vai ver que pode muito mais do que imagina

Saindo de uma garra pra entrar em outra…

Assim me acabo

E ainda vou me acabar nesses lábios…

Hoje dei um bolo num cara

Desliguei o telefone e peguei o caminho contrário

Escrevi um foda-se mental… e assumi que não é ele… embora ainda não saiba quem vai ser

Foi bom me libertar… odeio essa pressão… fazer as coisas por obrigação

Hoje, ele me tocou levemente nos cabelos… confesso, me arrepiou

Fiz cara de coitada, depois um piada… e acabei mandando um e-mail para me desculpar

Ele tinha ido me falar alguma coisa… mas não falou… porque eu interrompi…

Estamos nos enrolando… não sei se isso é bom ou ruim

Até ontem eu me julgava incapaz de apaixonar

Tinha quase certeza que meu coração estava bloqueado

Hoje… já não sei…

Vou deixar rolar…

Sem preconceito…

O pior que pode acontecer é eu gostar

Saudades de andar por aqui

Escrever um pouco… lavar um pouco a alma

Minha vida tem sido um emaranhado de acontecimentos

Numa fiel crença de que as consequencias nunca virão

Hoje me sinto ameaçada, refem dos meus próprios atos

Afinal, é errado ter a mente aberta… e o corpo aberto?

É errado provar? É errado não pensar como todo mundo?

Nesses meus caminhos de nômade já não sei o que é ser eu mesma

Há algumas semanas perdi o foco, e percebi que alguns sonhos já não existem

Me contento em dizer que a causa disso tudo é a exaustão e então faço uma contagem regressiva no calendário, esperando a data em que não terei mais desculpas para escolher que caminho seguir

Cansei do agri-doce, das multiplas personalidades

Não tenho mais estímulos… é o que é, o que é?

Não sei

No meio dessa casa bagunçada, ei de encontrar uma forma mais digna de viver… para que palavras ao vento sejam insentivos, não desabafos

Desisti de não ter esperança… agora é mais fácil

Esse é um post feliz, apesar do clima de descarrego

Aguardo a próxima pista… sim, quero estar pronta para continuar

Deixo aqui um pedaço de mim. A parte da minha alma que já não posso suportar. Alguns anseios, alguns medos, algumas vergonhas. Utilizo minha sinceridade e nada mais. Não sou mais uma, mas estou perdida na cidade. Às vezes saio de carro, corro e canto. Às vezes me perco na noite, e nada mais sou do que inominável. Continuarei até que eu me permita sentir algo. Quando sentir for mais que uma dor. Quando a dor não se transformar em prazer. Quando...

Leituras

- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kunder - Eclipse - Stephenie Meyer

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