You are currently browsing the monthly archive for Agosto 2009.
A vida é curta
E tão complexa
Que ainda agora… depois de tantos anos… ainda não compreendo
Nem sei se um dia irei
A maldade, a coragem, a bondade, as fraquezas… tantos sentimentos
Não somente DNAs diferentes, mas dosagens de sentimentos
Tão complexos, tantas inúmeras possibilidades, histórias, encontros, descontros
Será que existe mesmo o acaso?
E caso exista, não seria com um propósito?
Ainda mais a vida, um dom muitas vezes menosprezado.
Como fazer pra que complexos e reflexos não tirem seu brilho?
Por que é tão dificil se libertar?
Qual a origem do medo?
Do que tanto nos escondemos?
Por que o cômodo é tão cômodo?
Por que o ruim é ruim e o bom é bom?
Por que fomos ensinados dessa maneira?
Por que não podemos ser livres?
Por que não podemos amar as pessoas e não a imagem delas?
Por que não podemos nos respeitar?
Caminho por um trilha que me leva à libertação total.
Hoje, quero me livrar de tudo o que me escravisa, de tudo o que é falso, de tudo o que não me dá prazer.
Quero olhar para mim mesma e me enxergar, descobrir quem eu sou, o que quero e pra onde vou.
Dizer adeus a falsas crensas, dizer mais “eu te amo”, ser mais gentil, ser boa comigo mesma.
Nunca deixei de acreditar na evolução resultante de tantos altos e baixos.
Acredito que tenha chegado a um ponto de ruptura.
Quero ter doces sonhos essa noite
Quero tocar a palma da sua mão
Te olhar nos olhos
Te libertar
Bem vindo
A vida é você que decide como fazer
“Now you have to decide what to do with the time that was given to you” Gandalf
Em um minuto você está no topo.
E no próximo te passam uma rasteira, e você fica por baixo.
Não paro pra reclamar, aceito minha parcela de culpa nesse tumulto.
Mas me sinto triste, por sentir em dobro a falta de coragem.
A mesma força que me impede de falar e a que impede que me falem.
Conviver com a culpa não é tão fácil assim.
Fecho meus olhos e fecho a minha mente, a fim de não ser mais atingida.
Talvez se eu ficar quieta, escondida, passe mais rápido.
Não quero confusão, mas também não sei o que quero.
Insatisfeita com muitas coisas me cercam, e também comigo mesma.
Tão viciada na velha forma, no velho estilo, nos velhos vícios… não sei como me libertar.
Tapas na cara, o tempo todo. Eu sei, são somente conseqüência de anos de um coma mental consciente.
Talvez eu deva criar uma lista de desejos impossíveis.
Continuo a contar dias, como se o fim deles fosse a solução tão esperada.
Como se numa determinada manhã fosse acordar com um novo estilo de vida.
Cansada da vida. Cansada das conseqüências.
Cansada… como sempre.
“Há uma vitória e uma derrota - a maior e a melhor das vitórias, a mais baixa e a pior das derrotas -, que cada homem conquista ou sofre não pelas mãos dos outros, mas pelas próprias mãos”
Platão – Protágoras in O Ciclo da Auto-Sabotagem
Aos poucos novas faces vão surgindo… e percebo que as novas necessidades são reflexos bons… mostram que o passado já passou
Não existe mais um link, juntando coisa com coisa, ideia com fato
Não sou mais viciada
Esse novo desejo, de coisas novas, gostos novos e uma boa específica… me faz feliz
Engraçado como as coisas mudam
Eu não acreditava em um monte coisas e achava tantas outras ridiculas
Mas hoje pratico os mesmos atos e tenho os mesmos planos
Eu vou jogar
E eu quero que se foda o que vão pensar
Vou desenterrar todas as coisas por baixo desse perfil
Você vai ver que pode muito mais do que imagina
Saindo de uma garra pra entrar em outra…
Assim me acabo
E ainda vou me acabar nesses lábios…
Hoje dei um bolo num cara
Desliguei o telefone e peguei o caminho contrário
Escrevi um foda-se mental… e assumi que não é ele… embora ainda não saiba quem vai ser
Foi bom me libertar… odeio essa pressão… fazer as coisas por obrigação
Hoje, ele me tocou levemente nos cabelos… confesso, me arrepiou
Fiz cara de coitada, depois um piada… e acabei mandando um e-mail para me desculpar
Ele tinha ido me falar alguma coisa… mas não falou… porque eu interrompi…
Estamos nos enrolando… não sei se isso é bom ou ruim
Até ontem eu me julgava incapaz de apaixonar
Tinha quase certeza que meu coração estava bloqueado
Hoje… já não sei…
Vou deixar rolar…
Sem preconceito…
O pior que pode acontecer é eu gostar
Saudades de andar por aqui
Escrever um pouco… lavar um pouco a alma
Minha vida tem sido um emaranhado de acontecimentos
Numa fiel crença de que as consequencias nunca virão
Hoje me sinto ameaçada, refem dos meus próprios atos
Afinal, é errado ter a mente aberta… e o corpo aberto?
É errado provar? É errado não pensar como todo mundo?
Nesses meus caminhos de nômade já não sei o que é ser eu mesma
Há algumas semanas perdi o foco, e percebi que alguns sonhos já não existem
Me contento em dizer que a causa disso tudo é a exaustão e então faço uma contagem regressiva no calendário, esperando a data em que não terei mais desculpas para escolher que caminho seguir
Cansei do agri-doce, das multiplas personalidades
Não tenho mais estímulos… é o que é, o que é?
Não sei
No meio dessa casa bagunçada, ei de encontrar uma forma mais digna de viver… para que palavras ao vento sejam insentivos, não desabafos
Desisti de não ter esperança… agora é mais fácil
Esse é um post feliz, apesar do clima de descarrego
Aguardo a próxima pista… sim, quero estar pronta para continuar
